
Advogado diz que “não há provas” e critica acusação contra Bolsonaro
O segundo dia da fase final do julgamento teve como destaque a sustentação oral da defesa de Jair Bolsonaro, iniciada logo após a manifestação do advogado...
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Por Katiane Fermino

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou, às 9h18 desta quarta-feira (3), o julgamento da ação penal que investiga a suposta tentativa de golpe atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da Ação Penal nº 2.668. A sessão ocorre no período da manhã, das 9h às 12h.
O segundo dia da fase final do julgamento teve como destaque a sustentação oral da defesa de Jair Bolsonaro, iniciada logo após a manifestação do advogado do general Augusto Heleno, Matheus Milanez.
O advogado Celso Villardi, representante de Bolsonaro, iniciou sua sustentação por volta das 10h15. Em sua fala, Villardi afirmou que “não há provas que atrelem Bolsonaro ao 8/1”, referindo-se aos eventos de 8 de janeiro.
O defensor também questionou a credibilidade da delação de Mauro Cid, apontando inconsistências em seus depoimentos. “Mauro Cid foi pego na mentira pela enésima vez”, declarou Villardi, acrescentando: “Esse homem (Cid) não é confiável”.
Villardi ainda argumentou sobre a desproporcionalidade de uma eventual pena superior a 30 anos, baseada em relatos de delação sobre reuniões entre chefes das Forças Armadas e o presidente da República, sem a existência de atos concretos.
Segundo o advogado, até mesmo o general citado como testemunha de acusação afirmou que “o presidente nunca mais tocou naquele assunto”, classificando o tema como encerrado. “Um assunto encerrado gerar uma pena de 30 anos não é razoável”, concluiu. Nos minutos finais, Villardi passou a palavra ao colega Paulo Bueno, também defensor do ex-presidente.
Defesa de Augusto Heleno
Durante sua sustentação, o advogado Matheus Milanez utilizou slides, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, para reforçar sua argumentação. Milanez sustentou que não teve acesso pleno ao material da PGR (Procuradoria-Geral da República) e alegou falta de tempo hábil para análise. O advogado também questionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo, afirmando: “O juiz não pode tornar-se protagonista do processo. Não existe imparcialidade”.
Milanez buscou desvincular a imagem de Augusto Heleno da de Bolsonaro, afirmando que “Heleno não pediu apoio, nem apresentou minuta”. Ao final, pediu a declaração de inocência do general.
Primeiro Dia de Julgamento
O julgamento teve início na terça-feira (2), com o presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, abrindo a sessão. Em seguida, o relator Alexandre de Moraes apresentou o relatório da ação penal e passou a palavra ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável pela sustentação da acusação.
A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Bolsonaro e dos outros sete réus. Após a manifestação do Ministério Público, os advogados de Mauro Cid, Alexandre Ramagem e Anderson Torres realizaram suas sustentações orais.
A expectativa para o segundo dia concentrou-se na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado pela PGR como líder da suposta trama golpista. Cada advogado tem até uma hora para apresentar seus argumentos perante os ministros da Primeira Turma do STF.
A previsão é que a primeira semana de julgamento se encerre com as sustentações orais das defesas, ficando o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, para a sessão do dia 9 de setembro (terça-feira), já na segunda semana do julgamento.
Fonte: Metrópoles
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