
CPF de Aluguel: PF de Cascavel mira chefes do crime no Sul relacionados ao tráfico, laranjas e R$ 5 milhões
A investigação teve início em 23 de janeiro de 2025, após uma abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal em Cascavel, no Paraná. Na ocasião, foram apreendidos...
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Por Fábio Wronski

A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (02/09), a Operação CPF de Aluguel, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada ao tráfico transnacional de drogas e à lavagem de dinheiro. A ação foi desencadeada pela Delegacia de Cascavel e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (FICCO/PR).
A investigação teve início em 23 de janeiro de 2025, após uma abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal em Cascavel, no Paraná. Na ocasião, foram apreendidos 173,3 quilos de cocaína, acondicionados em 159 tabletes ocultos sob sucata metálica, acompanhados de nota fiscal aparentemente utilizada para disfarçar o transporte ilícito.
As diligências conduzidas no inquérito policial apontaram que o motorista preso em flagrante integrava uma associação criminosa estruturada para o transporte de drogas. Também foi constatado que o veículo utilizado no crime havia sido adquirido por um terceiro, identificado como financiador e líder do grupo. Este indivíduo era responsável por movimentações financeiras em seu próprio nome e por meio de intermediários ligados à organização.
Na fase atual da operação, estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais cautelares. Entre estas medidas, destacam-se o sequestro de imóveis, o bloqueio de ativos financeiros e investimentos bancários, bem como a indisponibilidade de bens móveis, até o montante de R$ 5 milhões por investigado. Os mandados foram cumpridos no município de Navegantes, em Santa Catarina.
O nome da operação faz referência ao modus operandi da organização criminosa, que utilizava nomes e documentos de terceiros — conhecidos como “laranjas” — para registrar veículos, movimentar valores e conferir aparência de legalidade às atividades ilícitas. Além de responderem por lavagem de dinheiro, essas pessoas poderão ser responsabilizadas também por participação em organização criminosa.
A Polícia Federal ressalta que o fornecimento ou empréstimo de dados pessoais, como o CPF, constitui conduta grave e pode configurar crime, sujeitando o responsável à responsabilização penal e patrimonial.
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