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Juros longos sobem antes do leilão do Tesouro e demais ficam com viés de queda

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 2,035%, de 2,059% ontem no ajuste, e o DI...

Publicado em

Por Agência Estado

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Os juros futuros fecharam em direções divergentes. Enquanto os contratos curtos e intermediários terminaram com taxas entre estabilidade e leve queda, os longos encerraram em alta. De um lado o novo tombo do dólar, a queda do risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS, em inglês) e o otimismo com o andamento da reforma tributária exerceram pressão de baixa, mas, de outro, algum desconforto com a votação do Fundeb e, à tarde, a movimentação de investidores se preparando para mais um megaleilão de prefixados nesta quinta, 22, limitaram a influência positiva.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 2,035%, de 2,059% ontem no ajuste, e o DI para janeiro de 2022 encerrou com taxa de 2,97%, de 3,00% ontem no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 4,07% e a do DI para janeiro de 2027 encerrou na máxima, a 6,39%, de 6,323% ontem.

“Tivemos hoje forças se contrapondo na curva”, afirmou o operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno, para quem a forte queda vista no dólar desde ontem indica o retorno de “alguma normalidade” no câmbio, que vinha muito descolado dos demais ativos e bem pior que os pares emergentes, o que deveria puxar os DIs um pouco para cima. “Na medida em que a situação vai se acalmando, o BC não teria mais por que reduzir a Selic”, disse. Ao mesmo tempo, a correção do câmbio é favorecida, entre outros fatores, justamente pela repercussão positiva do envio da reforma tributária ao Congresso, o que, em tese, tende a encorajar a tomada de risco prefixado.

Se o mercado de juros reagiu bem ao envio do projeto tributário, sobretudo porque o governo desistiu de reonerar a cesta básica, a votação do Fundeb aprovado ontem na Câmara não agradou tanto. O Planalto teve suas propostas de modificações rechaçadas. A ideia era carimbar parte do dinheiro para um programa de renda mínima ainda a ser criado e também “pular” o ano de 2021, período em que haveria um vácuo para o programa, mas não houve base suficiente para aprovar essas mudanças. Com o novo Fundeb, o governo federal vai desembolsar R$ 173 bilhões nos próximos seis anos no financiamento, de acordo com cálculo da Consultoria de Orçamento da Câmara ao qual o Broadcast Político teve acesso. Para piorar, poucos deputados bolsonaristas (sete no primeiro turno e seis no segundo) votaram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Para o trader da Sicredi Asset Cassio Andrade Xavier, na votação tanto o resultado fiscal quanto a derrota deram sinais ruins. “Sorte que o mundo está se endividando também, então há certa tolerância do mercado”, afirmou, acrescentando que o recuo do CDS para perto dos 200 pontos também ajudou a limitar a reação negativa. Na reta final dos negócios, o mercado adotou um tom mais cauteloso, já refletindo operações relacionadas ao leilão de títulos desta quinta-feira. O Tesouro vem elevando sistematicamente a oferta de LTN nas últimas semanas e na última operação o lote chegou a 23 milhões (21,5 milhões vendidos).

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