
Acusada de matar a filha para ficar com o neto vai a júri popular
O crime ocorreu em fevereiro de 2007, quando Andréa Rosa de Lorena, então com 23 anos, foi morta por estrangulamento com um fio. Segundo informações do...
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Por Fábio Wronski

Tânia Djanira Melo Becker de Lorena, acusada de assassinar a própria filha para obter a guarda do neto, será julgada pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira (28), em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso, que chocou o Paraná em 2007, retorna aos tribunais após quase duas décadas de impunidade.
O crime ocorreu em fevereiro de 2007, quando Andréa Rosa de Lorena, então com 23 anos, foi morta por estrangulamento com um fio. Segundo informações do Ministério Público do Paraná (MPPR), Tânia, à época com 41 anos, teria agido em conjunto com o companheiro, Everson Luís Cilian, após almoçarem com a vítima em sua residência, no bairro Jardim Menino Deus, em Quatro Barras. O corpo de Andréa foi encontrado dois dias depois pelo marido, escondido embaixo de uma cama.
De acordo com o MPPR, a motivação do crime teria sido a intenção de Tânia de ficar com a guarda do neto, um menino de 5 anos. Andréa deixou dois filhos: o menino, então com 5 anos, e uma menina de 9 meses.
Everson Luís Cilian foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado, com agravantes de motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele foi preso em 2023, em Apucarana, e julgado pelo Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul no ano seguinte. As ações penais contra Tânia e Everson foram desmembradas, sendo julgadas separadamente.
“A denunciada será julgada pelo crime de homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, com emprego de asfixia e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso será julgado em Campina Grande do Sul pois o Município de Quatro Barras, na época do crime, integrava a comarca. Pelo Ministério Público do Paraná, atuará no julgamento a 3ª Promotoria de Justiça de Campina Grande do Sul”, informou o MP.
A prisão de Tânia ocorreu em maio do ano passado, em Marilândia do Sul, no norte do Paraná. O caso voltou a ganhar repercussão após ser exibido em um programa televisivo. Segundo informações da Polícia Militar, Tânia foi localizada após uma denúncia anônima. No momento da prisão, ela trabalhava como faxineira e utilizava um nome falso, Lourdes. A acusada não ofereceu resistência ao ser detida.
O filho de Andréa, atualmente com cerca de 23 anos, relatou que teve contato com a avó pouco antes de sua prisão. Segundo o jovem, Tânia enviou mensagens afirmando que desejava “tê-lo de volta”.
Na época do crime, o menino morava com a mãe, a avó e a irmã, então com 9 meses de idade.
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