
Homem é preso suspeito de matar e ocultar os corpos de mãe e filho que desapareceram há um mês
A ação, coordenada pela Polícia Civil, mobilizou 20 agentes e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em quatro endereços distintos. Durante a operação,...
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Por Fábio Wronski

Um homem de 34 anos foi preso na última sexta-feira (22) durante uma operação policial em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, sob suspeita de envolvimento na morte de Maria Auxiliadora da Silva de Souza, de 56 anos, e de seu filho, Fábio José de Souza. Ambos estão desaparecidos desde 16 de julho deste ano, na capital paranaense.
A ação, coordenada pela Polícia Civil, mobilizou 20 agentes e resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em quatro endereços distintos. Durante a operação, foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e um veículo, que passou por perícia técnica. Três imóveis ligados ao suspeito também foram vistoriados pelas autoridades.
De acordo com as investigações, o homem detido teria ligação com um duplo latrocínio — roubo seguido de morte — e com a ocultação dos cadáveres das vítimas. Em nota, a Polícia Civil afirmou que “as diligências fazem parte da investigação que apura o desaparecimento de uma idosa, Maria Auxiliadora, e de seu filho, Fábio”. A identidade do suspeito não foi divulgada. “Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça”, informou o órgão.
Até o momento, não há informações sobre a localização dos corpos de Maria Auxiliadora e Fábio.
Desaparecimento em Curitiba
Maria Auxiliadora e Fábio foram vistos pela última vez no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. No dia do desaparecimento, Maria teria informado a familiares que um carro a aguardava em frente ao prédio onde residia. Desde então, não houve mais contato com a família. Os pertences de Fábio permaneceram no apartamento, e o celular dele estava perdido dias antes do sumiço.
Mensagens supostamente enviadas por Maria Auxiliadora à família indicavam que ela estaria em Antonina, no litoral do Paraná, mas a veracidade dessas comunicações está sob investigação.
Durante o inquérito, um amigo de Fábio, identificado apenas como Douglas, passou a ser investigado após receber um Pix de R$ 10 mil oriundo da conta de Maria. Douglas relatou à polícia ter emprestado R$ 50 mil a Fábio, que estaria endividado com agiotas.
Douglas atuava como porteiro em um condomínio em Almirante Tamandaré, onde Fábio havia adquirido dois imóveis como investimento. Segundo depoimento, um dos imóveis estava alugado e o outro era ocupado pelo próprio Douglas, que afirmou ter firmado um contrato de “gaveta” com Fábio, pagando cerca de R$ 700 mensais.
Douglas declarou ainda que Fábio esteve em seu apartamento por dois dias e, em seguida, teria ido embora, pouco antes do desaparecimento.
As investigações prosseguem sob sigilo, enquanto a polícia busca esclarecer o paradeiro das vítimas e as circunstâncias do crime.
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