
Temporada de pinguins tem saldo triste: centenas aparecem mortos no litoral
Os animais foram encontrados já em estágio avançado de decomposição, o que dificulta a determinação precisa das causas das mortes....
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Por Katiane Fermino

Entre os dias 15 e 21 deste mês, o IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) registrou a morte de 739 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) nas praias de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo.
Os animais foram encontrados já em estágio avançado de decomposição, o que dificulta a determinação precisa das causas das mortes.
A temporada de ocorrências desses pinguins no litoral paulista teve início em julho e se estende até setembro, período em que a espécie, originária da Patagônia, migra anualmente em busca de alimento e águas mais quentes. A presença dos animais na região é considerada comum nesta época do ano.
O monitoramento dos pinguins é realizado por equipes do PMP-BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos), executado pelo Instituto Argonauta, em parceria com o IPeC. Além dos registros, o IPeC atua em salvamentos, reabilitação e conservação da fauna marinha, bem como na destinação adequada de animais mortos, como pinguins, focas e baleias, que chegam às praias da região.
Segundo especialistas, apesar do elevado número de mortes registrado, a espécie não está ameaçada de extinção em decorrência desse fenômeno. Estima-se que existam de 2 milhões a 3 milhões de pinguins-de-Magalhães na natureza, concentrados principalmente em grandes colônias na Argentina.
O oceanógrafo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta e diretor do Aquário de Ubatuba, ressalta que as mortes de pinguins no litoral sudeste são um fenômeno natural, mas alerta para a importância do manejo adequado desses animais.
“A temporada de pinguins é um momento importante para reforçarmos o cuidado com a fauna marinha. Quando um animal aparece na praia, é fundamental que ele não seja manipulado pela população. Acione as equipes técnicas que saberão como proceder”
Hugo Gallo Neto
A população é orientada a não tocar em animais marinhos debilitados e a acionar as equipes técnicas especializadas pelo telefone 0800-642-3341.
Fonte: Metrópoles
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