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Professora e assistente são denunciadas pelo MP após menino autista ser encontrado amarrado em escola

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A denúncia, oferecida pela 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, detalha que, entre os dias 4 e 7 de julho, a professora e a assistente submeteram a criança a intenso sofrimento físico e mental, amarrando-a pelos punhos e pela cintura a uma cadeira, em duas ocasiões, como forma de castigo pessoal.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

Atualizado em

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou, nesta segunda-feira, 18 de agosto, uma professora e a assistente de turma pelo crime de tortura contra um menino de quatro anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e considerado não verbal, em uma escola infantojuvenil localizada no bairro Iguaçu. O caso ganhou grande repercussão na cidade após imagens do flagrante serem divulgadas.

A denúncia, oferecida pela 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, detalha que, entre os dias 4 e 7 de julho, a professora e a assistente submeteram a criança a intenso sofrimento físico e mental, amarrando-a pelos punhos e pela cintura a uma cadeira, em duas ocasiões, como forma de castigo pessoal. A vítima estava sob a guarda, autoridade e responsabilidade das denunciadas.

O episódio veio à tona após uma denúncia que acionou o Conselho Tutelar e a Guarda Municipal. As equipes foram até a instituição, onde encontraram a criança no interior de um banheiro, com a porta encostada, descalça e amarrada pelos punhos e cintura a uma cadeira.

Além da professora e da assistente, a proprietária e diretora da escola, bem como a pedagoga – que, segundo a denúncia, ainda não concluiu o curso universitário –, foram denunciadas por omissão imprópria. De acordo com o MPPR, ambas se omitiram diante da situação, permitindo que a criança fosse submetida à violência e sofrimento. A diretora, mesmo afastada de suas funções nas datas dos fatos, teria orientado a equipe a realizar a contenção do menino da forma como foi encontrada, sem seguir qualquer protocolo e sem informar os responsáveis legais da criança.

A mãe do menino relatou que, nos dois meses anteriores ao flagrante, o filho apresentou mudanças de comportamento, passando a chorar e demonstrar irritabilidade antes de ir para a escola. A família comunicou a situação à instituição, que respondeu que “estava tudo bem”. Posteriormente, áudios enviados pela diretora à mãe indicaram que a criança estava muito agitada e sugeriram o aumento da medicação.

O caso segue sob investigação e gerou forte comoção em Araucária, especialmente após a divulgação das imagens do flagrante.

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