
Peste negra volta a assustar: morador é diagnosticado com a infecção
Segundo as autoridades de saúde, a infecção pode ter ocorrido após o paciente ser picado por uma pulga infectada durante acampamento na região. O caso segue...
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Por Katiane Fermino
Um residente de South Lake Tahoe, cidade localizada no estado da Califórnia, Estados Unidos, foi diagnosticado com peste negra, conforme comunicado divulgado nesta terça-feira (19/8) pelo Departamento de Saúde Pública da Califórnia. O paciente encontra-se sob cuidados médicos e se recupera em casa.
Segundo as autoridades de saúde, a infecção pode ter ocorrido após o paciente ser picado por uma pulga infectada durante acampamento na região. O caso segue sob investigação. Kyle Fliflet, diretor interino de Saúde Pública do condado, falou em comunicado oficial.
“A peste está naturalmente presente em várias áreas da Califórnia, especialmente em regiões de maior altitude do Condado de El Dorado. Por isso, é fundamental que as pessoas tomem cuidados ao realizar atividades ao ar livre, como trilhas e acampamentos”,
Kyle Fliflet
O que é a peste negra
A peste, também conhecida como peste bubônica ou peste negra, é causada pela bactéria Yersinia pestis e transmitida principalmente pela picada de pulgas que habitam roedores silvestres, como esquilos. Cães e gatos podem transportar pulgas infectadas para ambientes domésticos, aumentando o risco de contaminação.
A doença ficou marcada na história pela pandemia que atingiu a Europa na Idade Média, resultando na morte de milhões de pessoas. O nome “peste negra” deriva da necrose em tecidos do corpo, como mãos e pés, que adquirem coloração escura devido à infecção.
Atualmente, a peste é considerada rara e apresenta tratamento eficaz com o uso de antibióticos, desde que o diagnóstico e o atendimento sejam realizados de forma rápida. Os sintomas costumam aparecer em até duas semanas após a exposição e incluem febre, mal-estar, náusea e aumento dos gânglios linfáticos.
Monitoramento e histórico da doença
O Departamento de Saúde Pública da Califórnia mantém monitoramento constante das populações de roedores. Entre 2021 e 2024, foram identificados 41 animais com sinais de exposição à bactéria Yersinia pestis. Em 2025, outros quatro animais testaram positivo na região de Tahoe.
Casos humanos são considerados pouco frequentes. No condado de El Dorado, o último registro havia ocorrido em 2020, também em South Lake Tahoe. Antes disso, em 2015, duas pessoas contraíram a doença após exposição no Parque Nacional de Yosemite, ambos com recuperação total.
Desde o ano 2000, os Estados Unidos registram, em média, menos de dez casos anuais da doença. No Brasil, o último caso confirmado foi em 2005, no município de Pedra Branca, Ceará. Desde então, não houve novos registros, embora algumas áreas do Nordeste permaneçam sob vigilância devido ao risco de circulação da bactéria em roedores.
Fonte: Metrópoles
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