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Ovelha é morta em ataque de onça-parda em propriedade próxima à área urbana

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Os instantes após o incidente foram registrados em vídeo pelo proprietário, e mostram uma ovelha morta com sinais de violência: perfurações no pescoço, parte do tórax dilacerado, uma das pernas traseiras devorada e vísceras expostas.
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Foto: Reprodução

Por Isabella Chiaradia

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Na tarde de terça-feira, 19 de agosto, um morador relatou um ataque de uma onça-parda em uma propriedade, localizada nas proximidades do Bairro Panorâmico, próximo à área urbana de Medianeira.

Os instantes após o incidente foram registrados em vídeo pelo proprietário, e mostram uma ovelha morta com sinais de violência: perfurações no pescoço, parte do tórax dilacerado, uma das pernas traseiras devorada e vísceras expostas.

Segundo o relato, o felino, descrito como quase duas vezes maior que a ovelha, apresentava aparência magra e comportamento agressivo, possivelmente motivado pela fome.

O morador relatou que a onça avançou em direção à sua mãe, que presenciou o ataque, mas recuou após se assustar ao encostar em uma cerca eletrificada, fugindo em seguida.

Em alerta publicado nas redes sociais, o proprietário pediu cautela aos moradores da região, especialmente àqueles que fazem caminhadas ou crianças que utilizam o trajeto próximo para ir à escola, devido à proximidade da área urbana e ao risco de novos ataques.

Autoridades locais ainda não se pronunciaram sobre o caso, mas a presença de onças em áreas próximas a zonas urbanas tem gerado preocupação na comunidade.

Ataque de onça-parda é confirmado

O Projeto Onças do Iguaçu confirmou a presença de uma onça parda em uma propriedade rural no bairro Panoramico, em Medianeira, após a predação de uma ovelha.

O ataque, considerado atípico pela equipe, ocorreu em uma chácara localizada na divisa entre a área urbana e rural, às margens do rio Represo, que nasce em Medianeira e segue até São Miguel do Iguaçu. A identificação da onça parda foi feita com base no padrão das mordidas, que diferem das de uma onça pintada, e nas pegadas encontradas no local, que não possui câmeras de monitoramento.

Segundo os gestores de coexistência do projeto, Thiago Reginatto e Aline Kotz, a aproximação da onça pode ter sido motivada pela escassez de alimento em um fragmento de mata degradado, com poucos animais selvagens. 

O projeto aponta que práticas como o descarte incorreto de carcaças de animais podem atrair predadores, incluindo onças e até cães domésticos, que se habituam a restos de comida e podem atacar animais vivos.

Para prevenir novos incidentes, a equipe instalou dispositivos de luzes na propriedade, semelhantes aos usados no Parque das Aves, após o ataque de onças que mataram quase todos os flamingos, e orientou o produtor a adotar medidas como manter os animais presos à noite, utilizar cercas elétricas e realizar o descarte adequado de resíduos.

Fonte: Guia Medianeira

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