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Sem vetores locais, taxas futuras caem, alinhadas ao exterior e ao dólar

Encerrados os negócios, a taxa de contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2027 passou de 14,111% no ajuste da véspera para 14,035%, mantendo-se acima...

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Por Agência Estado

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A curva a termo percorreu a segunda etapa do pregão de quarta-feira, 20, com baixa em todos os vértices, em linha com a queda no rendimento dos Treasuries e a correção observada no dólar. Após a forte deterioração nos ativos domésticos nesta terça, 19 – em reação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino que condicionou a eficácia de leis estrangeiras no Brasil a uma prévia homologação da Corte -, o mercado operou em compasso de espera a novas sanções de Washington. Possíveis retaliações não estão descartadas, mas ainda não ocorreram.

Encerrados os negócios, a taxa de contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2027 passou de 14,111% no ajuste da véspera para 14,035%, mantendo-se acima de 14%. O DI de janeiro de 2028 marcou 13,375%, de 13,491% no ajuste antecedente. O DI de janeiro de 2029 cedeu de 13,444% no ajuste anterior a 13,34%.

Alvo da Lei Magnitsky, dos EUA – que permite ao país impor sanções econômicas a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos -, o ministro do STF Alexandre de Moraes reconheceu nesta tarde que os bancos brasileiros precisam obedecer as regras da legislação em solo americano. Mas podem ser penalizados se aplicarem a lei para bloquear ou confiscar ativos domésticos em território nacional.

Em entrevista à Reuters, o magistrado se disse confiante de que a administração Trump vai recuar em relação às restrições impostas a ele, que não seriam consenso dentro do governo americano. Por volta das 14h, quando a entrevista foi publicada, os DIs chegaram a abrir levemente, mas o viés de alta não se sustentou. A decisão mais recente de Dino proíbe a aplicação no Brasil de sentenças judiciais e leis estrangeiras que não estejam validadas por acordos internacionais ou referendadas pela Justiça brasileira.

Também não houve reação na curva à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), também divulgada nesta tarde. No documento, a maior parte dos dirigentes do BC americano avaliou que o risco de inflação é mais relevante do que a possibilidade de enfraquecimento do emprego. Como, no entanto, o Fed se reuniu antes de conhecer os dados bastante fracos do payroll de julho, a ata já está “obsoleta”, na avaliação da Pantheon Macroeconomics.

Mesmo lá fora, a precificação da curva mudou “muito marginalmente” após a publicação da ata do Fed, observa André Muller, economista-chefe da AZ Quest Investimentos. “Diante dos últimos dados de emprego, agora precisamos aguardar para entender se o presidente do Fed, Jerome Powell vai sinalizar disposição em cortar os juros em setembro”, disse.

Por aqui, Muller aponta que a tendência de elevação dos juros futuros nos últimos dias contrariou os fundamentos econômicos, que são de enfraquecimento da atividade e surpresas baixistas com a inflação. “Após ruídos no âmbito institucional, houve um ajuste em relação a um eventual exagero na sessão de hoje, que também não trouxe clareza maior em relação aos eventos institucionais”, disse.

Para Roberto Secemski, economista-chefe para Brasil do Barclays, as tensões entre Brasil e EUA podem aumentar, especialmente à medida que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF se aproxima. “A possibilidade de uma escalada mais séria não pode ser descartada nos próximos dias, caso novas sanções sejam possivelmente aplicadas a outros ministros do STF ou a bancos brasileiros”, diz Secemski.

Antes da abertura do mercado, foi divulgada pesquisa Genial/Quaest que mostrou que, pela primeira vez desde 2024, a maioria dos brasileiros (43%) considera o mandato atual do presidente Lula melhor do que o de Bolsonaro. Segundo Muller, da AZ Quest, como os dados já haviam circulado ontem, o levantamento não fez preço no pregão desta quarta.

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