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Desentendimento entre mãe e médico na UPA termina em confusão e acusações

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De acordo com a versão da mulher, que levou a filha de três anos para atendimento, o médico teria sido grosseiro durante a consulta e gritado com ela dentro da unidade.
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Foto: Cristiano Vaz/Banda B

Por Paulo Eduardo

Atualizado em

A Polícia civil investiga um caso polêmico que aconteceuno final da tarde desta segunda-feira (18), na UPA do Tatuquara, em Curitiba. Um desentendimento entre uma mãe e um médico terminou em confusão, acusações e registro policial.

De acordo com a versão da mulher, que levou a filha de três anos para atendimento, o médico teria sido grosseiro durante a consulta e gritado com ela dentro da unidade. Para se resguardar, a mãe decidiu gravar a situação com o celular, mas, segundo relata, o aparelho foi tomado de suas mãos pelo profissional de saúde.

Já o médico contou à polícia que a mãe começou a ser agressiva verbalmente, alegando que estava sendo mal atendida. Quando a paciente iniciou a gravação, ele afirma ter retirado o celular para evitar registros.

O guarda municipal Saldanha, que atendeu a ocorrência, explicou que a confusão começou depois que a mãe retornou à unidade, alegando que a filha continuava com febre alta, mesmo após ter recebido medicação no dia anterior. “A informação que nós temos é que a mãe estava com a criança passando mal, com febre de 40 graus. Ela já havia sido medicada em Santa Catarina, e na UPA, ontem, recebeu outro tipo de medicamento, que não fez efeito. Hoje, ela voltou e, após aguardar cerca de 40 minutos, o médico disse que deveria esperar três dias para avaliar os efeitos do remédio. A criança espirrou, sujando a mesa do consultório, e o médico entregou um papel para que a mãe limpasse, alertando sobre o risco de contaminação. A partir daí, houve desentendimento”, relatou o guarda.

Segundo o guarda municipal, o médico teria solicitado que a mãe deixasse o consultório após o início da gravação. Foi nesse momento que ele tomou o celular da mulher, que reagiu com um tapa no rosto do profissional.

A Polícia Civil determinou que o médico responda por omissão de socorro, enquanto a mãe responderá por lesão corporal.

“É uma situação em que o médico deveria ter explicado melhor o procedimento, e a mãe, por sua vez, se exaltou diante da preocupação com a filha. Foi um estresse desnecessário, e agora ambos terão que responder judicialmente”, completou o guarda Saldanha.

Fonte: Banda B

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