
Delegado fala sobre investigação para tentar localizar paradeiro de homens desaparecidos
A principal linha de apuração é a de homicídio, embora nenhuma hipótese esteja descartada. O Grupo Tático Integrado de Repressão Especial (Tigre) atua no caso desde...
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Por Fábio Wronski

O paradeiro de Alencar Gonçalves de Souza, morador de Icaraíma, e dos paulistas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso permanece desconhecido desde o dia 5 de agosto. Os três homens de São Paulo viajaram até Icaraíma para realizar a cobrança de dívidas, e indícios apontam que podem ter sido vítimas de homicídio. As investigações, conduzidas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), seguem sem novidades significativas, segundo informou nesta segunda-feira (18) o delegado Gabriel Menezes, da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
A principal linha de apuração é a de homicídio, embora nenhuma hipótese esteja descartada. O Grupo Tático Integrado de Repressão Especial (Tigre) atua no caso desde o dia 6 de agosto, data em que o desaparecimento foi comunicado à polícia, e continuará prestando apoio até a conclusão do inquérito.
Durante a última semana, equipes da Polícia Civil concentraram esforços na obtenção de imagens de câmeras de segurança em locais considerados de interesse para a investigação, inclusive no endereço enviado por um dos desaparecidos a um amigo em São Paulo antes do sumiço. De acordo com o delegado, essa localização compartilhada estava relacionada a uma negociação de veículo, e não ao desaparecimento.
Relatos de vizinhos sobre supostos disparos de arma de fogo foram recebidos, mas as informações são conflitantes e indicam diferentes pontos, como áreas de Vila Rica e até mesmo a cidade de Icaraíma. Menezes destacou que “há muitos boatos” em circulação, o que exige cautela nas apurações.
Sobre possíveis suspeitos, a polícia recebeu diversas denúncias de avistamentos tanto no Paraná quanto em São Paulo, mas nenhuma foi confirmada. O delegado ressaltou que os foragidos têm fisionomias comuns, o que pode estar gerando reconhecimentos equivocados.
Os principais suspeitos do desaparecimento são Antônio Buscariollo, de 66 anos, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22 anos, devedores das vítimas. Ambos estão foragidos desde que tiveram a prisão preventiva decretada em 8 de agosto. Antônio possui passagem policial por posse ilegal de arma de fogo, enquanto não há antecedentes criminais registrados para Paulo Ricardo.
Em vídeo anterior, o delegado Gabriel Menezes tratou de rumores sobre o possível paradeiro das vítimas, incluindo informações de que familiares teriam recebido notícias de que os corpos estariam em um bunker, esconderijo subterrâneo utilizado por contrabandistas e traficantes. Segundo Menezes, equipes da PCPR, Polícia Militar, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros vistoriaram esses locais no último dia 8, com o auxílio de cães farejadores, mas nada foi localizado.
O delegado relatou que a todo momento chegam informações anônimas sobre possíveis locais onde as vítimas estariam. Todas as denúncias são checadas pelas forças policiais, mas até o momento não há pistas concretas sobre os desaparecidos. “Já exaurimos todas as informações que recebemos”, afirmou Menezes.
Por fim, o delegado pediu a colaboração da população, ressaltando a importância de que as informações repassadas sejam minimamente verificadas para evitar o uso ineficiente de recursos públicos. “Todos os locais repassados em denúncias são avaliados”, concluiu.
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