
Vale-alimentação é aprovado depois de muita discussão: Benefício ou desperdício de dinheiro público?
O vale-alimentação será fornecido integralmente aos servidores com jornada semanal de 40 horas e, proporcionalmente, aos que possuírem carga horária diferenciada estabelecida por lei. O cálculo...
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Por Katiane Fermino

Na manhã desta segunda-feira (18) foi discutido na Câmara Municipal na 52ª sessão ordinária da 1ª sessão legislativa da 18ª legislatura, o projeto de lei n°120 de 2025, que tem como objetivo pagar um auxilio alimentação de R$484 para os servidores públicos do poder legislativo. O debate durou quase duas horas.
O vale-alimentação será fornecido integralmente aos servidores com jornada semanal de 40 horas e, proporcionalmente, aos que possuírem carga horária diferenciada estabelecida por lei. O cálculo leva em consideração uma média de 22 dias do mês.
O debate começou por Hudson Moreschi (Podemos), que votou contrário.
“Por falta de não ter um teto da base salarial para a concessão do benefício, então são esses os meus critérios para me posicionar contra essa concessão do auxílio no valor de R$484 para os servidores da casa porque entendo que deveria também ser debatido esse mesmo auxilio para os servidores do executivo municipal, que inclusive se buscarmos as médias no executivo e legislativo, os servidores do executivo têm uma base salarial muito menor que aqui do legislativo”
Hudson Moreschi (Podemos)
João Diego (Republicanos), votou favorável e comentou que a câmara propôs para os seus servidores, se o executivo quisesse, deveria encaminhar para os parlamentares debaterem. Disse também que é inconstitucional a câmara apresentar projetos dos servidores do executivo.
Dr. Lauri (MDB), votou favorável e disse que são duas realidades totalmente diferentes, a câmara tem fluxo de caixa para isso, além do que o número de servidores é muito pequeno, não teria um impacto negativo.
O vereador Antonio Marcos (PSD) votou favorável.
“Porque penalizar os que a gente pode estar contribuindo? Depois podemos lutar pelos demais, queremos beneficiar os demais servidores de Cascavel”
Antonio Marcos (PSD)
O parlamentar Policial Madril (Progressistas) votou contrário e destacou que vê muita coerência na fala do vereador Husdon.
“O servidor não assiste muito sessão né, ele só vem quando é do interesse dele porque ele sabe que não pode se manifestar.”
Policial Madril (Progressistas)
Hudson Moreschi (Podemos) pediu a vez e finalizou.
“Então para finalizar minha fala, é isso, eu acredito que deveria ter um teto, para que a gente possa ter mais equilíbrio né, porque se não daqui a pouco a gente vai conceder um auxílio para quem ganha mais de R$ 15 mil.”
Hudson Moreschi (Podemos)
O vereador Fão do Bolsonaro (PL) votou contrário.
“Não tem como, a situação econômica que vive o Brasil, não tem como aumentar folha de pagamento nenhuma em lugar nenhum”
Fão do Bolsonaro (PL)
O parlamentar, Edson Souza (MDB) votou favorável e disse:
“Eu defendo o princípio da isonomia, todos são servidores, todos têm o direito de ganhar, mas não construímos um valor injusto, nós construímos um valor muito pautado, são 22 reais para 22 dias, com desconto se o cara for pegar uma diária e sair para outro local, se faltar é descontado, é proporcional”
Edson Souza (MDB)
Edson ainda acrescentou que não é desperdício do dinheiro público, e ele disse que existe uma certa hipocrisia em alguns vereadores.
“É uma certa lógica de hipocrisia você chegar e dizer que você é contra o vale-alimentação, mas você pega R$ 50 mil para a sua campanha de vereador do fundo partidário, do FEFC, é hipocrisia você fazer isso”
Edson Souza (MDB)
Ele foi aplaudido pelos servidores presentes na câmara para acompanharem a sessão e as votações. O parlamentar ainda acrescentou que se os vereadores quiserem colocar teto, era só fazer uma emenda na lei e discutir sobre esse assunto.
Valdecir Alcantara (Progressistas) votou favorável e disse que é muito ruim trabalhar desmotivado.
“Temos que nos valorizar um pouco mais, se não nunca estará uma situação boa para o país.”
Valdecir Alcantara (Progressistas)
Dr. Lauri (MDB) acrescentou que Hudson ganhava R$2.800 como servidor e optou por ser vereador e ganhar no máximo R$ 6.000, que era o melhor para ele, da mesma forma, os vereadores estavam votando o que era melhor para os servidores da casa.
Fão do Bolsonaro (PL) rebateu o vereador e disse que ele estaria desmerecendo o parlamentar Hudson Moreschi (Podemos).
“Méritos do Hudson que correu atrás para mudar a vida dele que não ficou acomodado, sentado com a busanfa no sofá só reclamando, parabéns Hudson por tudo que você conquistou”
Fão do Bolsonaro
Alécio Espínola (PL) votou contrário e justificou que estariam todos confortáveis se a votação no dia de hoje fosse tanto para o legislativo quanto para o executivo, acrescentou que não votará favorável o vale para pessoas que recebem altos valores de salário.
João Diego (Republicanos) debateu o vereador dizendo que ele não deveria confundir as coisas, que a verba da saúde é uma, a verba da educação é outra e a verba é separada.
“Daí depois sai lá na CGN, vereadores votam vale alimentação para os servidores enquanto tem gente na UPA, pera aí, são coisas diferentes, uma coisa não tem nada a ver com a outra.” Acrescentou: “A gente tem que ir votando, as coisas tem que caminhar.”
João Diego (Republicanos)
Bia Alcantara (PT) disse que espera que quando venha em pauta o auxilio alimentação do executivo, os parlamentares que votaram contrário, votem favoráveis. Também comentou que o dinheiro tem seu setor, cada pasta tem sua verba.
“É mentira que nós estamos retirando dinheiro das UPAs, o orçamento da câmara, é o orçamento da câmara para seguir com as atividades legislativas, esse dinheiro não vai para a UPA, esse dinheiro não vai para a educação de forma alguma.”
Bia Alcantara (PT)
Tiago Almeida (Republicanos), votou favorável e disse que sempre usou o vale-alimentação para abastecer seu carro. E disse que quem quisesse um teto, deveria pedir uma emenda e não votar contrário.
Fão do Bolsonaro (PL) rebateu a fala da vereadora Bia Alcantara (PT) e disse que todo o dinheiro que sobra da Câmara Municipal volta para o executivo, e eles podem sim usar em saúde, educação e segurança pública.
“A vereadora Bia falou uma narrativa mentirosa para agradar eleitorado ou os servidores, eu não estou aqui para mentir para ninguém, estou aqui para falar o que eu penso. Agora falar que um servidor precisa de motivação, você acha que um servidor que ganha R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$10 mil por mês, R$400 reais motiva a vida dele? Eles ganham mal?”
Fão do Bolsonaro (PL)
Adiamento do projeto de lei por nove sessões
O vereador Contador Mazutti (PL) pediu o adiamento do projeto por nove sessões e destacou que todo o dinheiro vem dos impostos pagos pela população e a população cobra a melhoria da cidade.
Bia Alcantara (PT) votou contrária ao adiamento e disse que não tem motivo para isso porque os servidores estão a muito tempo esperando por esse momento. Fão do Bolsonaro (PL) votou favorável e salientou que é só um adiamento para debater o assunto.
Edson Souza (MDB) votou contrário e disse que não é só um adiamento, que os parlamentares querem derrubar o projeto de lei neste tempo.
O pedido de adiamento foi derrubado por 15 votos contrários e cinco votos favoráveis.
O projeto de lei n°120 de 2025 foi aprovado por 16 votos favoráveis e 4 contrários.
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