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Foto: Polícia Civil, Divulgação

Pais adotivos usavam espeto de churrasco e pau para torturar filhos

O caso veio a público na quinta-feira (14), quando o casal foi indiciado, mas a investigação começou em 16 de julho. Na data, uma escola acionou...

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Por Diego Cavalcante

Foto: Polícia Civil, Divulgação

Marcas no corpo de um menino de 10 anos revelaram uma rotina de violência extrema praticada pelos pais adotivos contra os três filhos, em Itaiópolis, no Planalto Norte de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil (PC), as agressões eram cometidas com as próprias mãos e também com objetos como espeto de churrasco e pedaço de pau.

O caso veio a público na quinta-feira (14), quando o casal foi indiciado, mas a investigação começou em 16 de julho. Na data, uma escola acionou o Conselho Tutelar após perceber que um aluno de 10 anos evitava participar das aulas de educação física por causa de fortes dores. Ao ser acolhido, o menino contou que sofria agressões constantes dos pais adotivos.

De acordo com a PC, inicialmente, o homem e a mulher, ambos com 37 anos, admitiram apenas ter batido no filho mais velho com um chinelo, alegando que seria um “corretivo” por ele ter pegado R$ 100. Eles negaram violência contra os outros dois filhos, de 8 e 4 anos, afirmando que as marcas seriam resultado de quedas ou brigas entre irmãos.

A versão, no entanto, caiu por terra com a chegada dos laudos periciais. Todos os três irmãos apresentavam lesões compatíveis com agressões, e não com acidentes. No caso do menino de 10 anos, havia machucados em diferentes estágios de cicatrização, apontando para violência contínua. Já a menina de 8 anos tinha, segundo o exame, uma cicatriz provocada por “instrumento cortante”.

O depoimento de uma conselheira tutelar reforçou o quadro de maus-tratos. Ela relatou que as crianças eram espancadas com socos, chinelos e pedaços de pau, além de sofrerem estrangulamentos. A mãe, segundo a testemunha, teria usado um espeto de churrasco para ferir a filha e, em algumas ocasiões, trancava os três no quarto para privá-los de comida.

“Este caso revela uma crueldade inimaginável, onde o lar, que deveria ser um refúgio, se tornou um cenário de terror. A Polícia Civil atuou de forma técnica e incisiva para materializar as provas e garantir que os responsáveis por essa barbárie sejam exemplarmente punidos. A proteção de nossas crianças é inegociável”, declarou a PC em nota.

A investigação foi encerrada, e o casal foi indiciado. O processo segue agora para análise do Poder Judiciário e do Ministério Público, que decidirão sobre as acusações formais. A Polícia Civil não divulgou por quais crimes os dois deverão responder.

Com informações do NSC Total

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