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Acordo coletivo 2025 terá equacionamento do déficit da Petros na mesa, diz FUP

O dissídio da categoria é em setembro e as conversas já foram iniciadas, informou a FUP....

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Por Agência Estado

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O fim dos equacionamentos e a quitação da dívida da Petros serão os principais pontos da pauta reivindicatória dos petroleiros para a negociação coletiva deste ano com a Petrobras, informou o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar. A entidade realizou protesto em frente à sede da estatal nesta quarta-feira, 13.

O dissídio da categoria é em setembro e as conversas já foram iniciadas, informou a FUP.

“Estamos aqui para cobrar da Petrobras uma solução definitiva para o problema dos equacionamentos. Precisamos pressionar a patrocinadora da Petros, a Petrobras, para que pague a sua dívida histórica com o fundo de pensão e acabe de uma vez por todas com esses equacionamentos absurdos”, disse Bacelar sobre o déficit de R$ 42 bilhões do fundo de pensão da categoria, a Petros.

Segundo a FUP, os petroleiros marcaram presença massiva no Ato Nacional pelo fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros. A manifestação foi convocada pela FUP junto com a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e demais entidades que compõem o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros.

A mobilização reuniu trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas que vieram em caravanas de ônibus, vans e automóveis de diferentes estados do país, como Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Norte Fluminense, Duque de Caxias, Campos e Macaé).

O protesto teve por objetivo pressionar a Petrobras a assumir sua responsabilidade na crise dos planos e apoiar a proposta construída na Comissão Quadripartite para acabar com os PEDs, que hoje impõem descontos abusivos, segundo a entidade sindical, aos aposentados e pensionistas.

A Comissão Quadripartite, cujos trabalhos se encerraram, discutiu soluções para os déficits nos planos da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), o segundo maior fundo de pensão do país. A Comissão é formada por representantes da Petrobras, da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e das entidades que integram o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros.

Os PEDs foram implementados pela companhia em 2015, 2018 e 2021 com o objetivo declarado de equilibrar as finanças da Petros. No entanto, os descontos impostos aos beneficiários vêm reduzindo significativamente o valor dos benefícios, em alguns casos dificultando os assistidos de terem acesso à aposentadoria, explicou a FUP.

A proposta defendida pelo Fórum e construída na Comissão Quadripartite é a criação de um novo plano de previdência complementar, com condições equivalentes ao atual, mas livre dos descontos impostos pelos PEDs.

Procurada, a Petrobras não havia respondido à reportagem até o fechamento deste texto.

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