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Autor de ‘Como As Democracias Morrem’ diz que Trump é mais autoritário que Chávez

“A democracia brasileira tem as suas falhas. A resposta a Bolsonaro foi meio bagunçada, mas foi muito mais eficiente do que a dos Estados Unidos (em...

Publicado em

Por Agência Estado

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O cientista político e professor da Universidade de Harvard Steven Levitsky, que é autor do livro “Como as democracias morrerm”, afirmou nesta quarta-feira, 13, em Brasília, que a resposta das instituições brasileiras à ameaça democrática representada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro foi mais eficiente do a dos Estados Unidos em relação ao presidente americano Donald Trump.

“A democracia brasileira tem as suas falhas. A resposta a Bolsonaro foi meio bagunçada, mas foi muito mais eficiente do que a dos Estados Unidos (em relação a Trump)”, disse Levitsky. “Diferentemente de Trump, Bolsonaro dificilmente voltará à Presidência”, completou, durante palestra no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) a convite do decano do STF, ministro Gilmar Mendes.

O magistrado brasileiro defendeu em seu discurso que, “se não fosse a condução corajosa do Supremo Tribunal Federa, talvez o país tivesse mergulhado no obscurantismo, em um abismo autoritário sob o jugo de um grupo que escarnece dos direitos humanos, mas que enaltece publicamente torturadores”.

Na avaliação de Levitsky, o STF “fez o papel certo” ao adotar a postura de defensor da democracia nos últimos, mas ponderou que os seus membros poderiam “dar uns passos para trás”, tendo em vista que a “Corte não é eleita, o que não é muito democrático”. “A democracia brasileira está melhor (do que a americana) no quadro geral”, afirmou.

Entre comentários positivos da atuação do STF e comedimento, o professor de Harvard enfatizou que “as democracias não podem se defender sozinhas” e que “alguma instituição precisa levantar para defendê-la”. Para Levistsky, os Estados Unidos falhou justamente em encontrar formas de conter os arroubos autoritários de Trump.

“Essa administração (de Donald Trump) tem sido muito mais autoritária do que a de (Viktor) Orbán (primeiro-ministro da Hungria), (Hugo) Chávez (ex-presidente da Venezuela) e qualquer outra. Os seis meses da administração Trump foram mais autoritários do que a de Chávez e de qualquer outra que citei”, comparou.

Levitsky citou a perseguição de Trump aos reitores de universidades renomadas e a pressão contra veículos jornalísticos como provas do autoritarismo do atual governo. “Isso mostra que hoje nós temos menos democracia do que o Brasil”, disse.

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