
Veja como funcionava golpe do falso consórcio que desviou mais de R$ 500 milhões
A ação policial cumpriu mandados judiciais nas cidades de Manaus (AM), Belém, Santarém e Ananindeua (PA), Maceió e Marechal Deodoro (AL), Itabaiana, Lagarto e Aracaju (SE),...
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Por Fábio Wronski

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 12 pessoas na manhã desta quarta-feira (13), durante uma operação deflagrada em nove estados brasileiros. Os detidos são suspeitos de integrar um grupo criminoso responsável por aplicar o golpe do falso consórcio em diversas cidades do país, movimentando aproximadamente R$ 500 milhões em transações suspeitas.
A ação policial cumpriu mandados judiciais nas cidades de Manaus (AM), Belém, Santarém e Ananindeua (PA), Maceió e Marechal Deodoro (AL), Itabaiana, Lagarto e Aracaju (SE), Salvador (BA), Fortaleza e Eusébio (CE), Belo Horizonte (MG), São Paulo, Diadema e Campinas (SP) e Florianópolis (SC). A operação contou com o apoio das polícias civis dos respectivos estados.
Entre os presos estão um homem e uma mulher, apontados como líderes do esquema, capturados em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza (CE). Além dos mandados de prisão, foram cumpridas 33 ordens de busca e apreensão. Nos endereços investigados, a polícia apreendeu celulares, documentos e R$ 60 mil em espécie, materiais que serão analisados na continuidade das investigações. Esta é a terceira fase da operação, que teve como foco desarticular o braço financeiro da organização criminosa.
Segundo o delegado Tiago Dantas, da PCPR, o grupo agia há cerca de cinco anos, atraindo vítimas por meio de anúncios falsos de imóveis em redes sociais e call centers clandestinos. “Os suspeitos faziam anúncio em redes sociais de imóveis retirados da internet. As pessoas, acreditando que iriam adquirir a casa própria, iam até os escritórios dos criminosos, realizavam a entrada, davam o valor, o sinal, e nunca recebiam, uma vez que os imóveis jamais estiveram à venda. Então o grupo atuou cerca de cinco anos, ludibriando diversas vítimas em vários estados da federação”, explicou o delegado.
A investigação apurou que o grupo operava por meio de pelo menos cinco empresas de fachada, utilizando sistemas digitais e grupos de mensagens para ampliar o alcance do golpe. As ramificações do esquema foram confirmadas nos estados do Paraná, Amazonas, Ceará, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Após um período de atuação, os escritórios eram fechados, deixando as vítimas sem contato, dinheiro ou bens prometidos.
A operação desta quarta-feira é um desdobramento de investigações iniciadas em janeiro de 2023, quando, em Curitiba, quatro pessoas foram presas em flagrante e outras 15 conduzidas para prestar esclarecimentos. Na segunda fase da operação, realizada em março de 2024 nos estados do Amazonas e Tocantins, cinco pessoas foram presas e materiais apreendidos, o que permitiu a identificação dos líderes do grupo.
Com as prisões efetuadas nesta terceira fase, a PCPR totaliza 21 detenções relacionadas ao caso.
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