CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

MRV&CO sai de lucro de R$ 29,3 milhões no 2º trimestre para prejuízo de R$ 774,7 milhões

Conforme esperado, o balanço do grupo foi impactado pela Resia, subsidiária que atua nos Estados Unidos na construção e locação de prédios residenciais. Ela teve prejuízo...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O conglomerado de empresas imobiliárias MRV&CO fechou o segundo trimestre com prejuízo líquido ajustado e consolidado de R$ 774,7 milhões, o que representa uma reversão perante o lucro de R$ 29,3 milhões no mesmo período do ano passado.

Conforme esperado, o balanço do grupo foi impactado pela Resia, subsidiária que atua nos Estados Unidos na construção e locação de prédios residenciais. Ela teve prejuízo de US$ 163,7 milhões (R$ 886,8 milhões). O negócio foi afetado por uma baixa contábil (impairment) de US$ 144 milhões devido a terrenos e empreendimentos que foram colocados à venda, seguindo o plano de redução das operações e foco no corte da dívida, anunciado em julho.

A principal divisão de negócios, a MRV, teve lucro líquido ajustado de R$ 125,5 milhões, alta de 65% na mesma base de comparação anual, embalado pelas condições favoráveis de atuação dentro do Minha Casa Minha Vida (MCMV). O resultado líquido sem ajustes da MRV foi um lucro de R$ 88,3 milhões, o que representa uma melhora frente ao prejuízo de R$ 24,5 milhões de um ano atrás.

O critério ‘ajustado’ exclui itens considerados não recorrentes e/ou sem efeito no caixa, como a recompra da ações da companhia mediante instrumento financeiro derivativo (equity swap) e despesas financeiras antecipadas com a cessão de carteira de crédito, entre outros itens.

Entre os demais negócios da MRV&CO, a loteadora Urba contribuiu com lucro líquido de R$ 5,6 milhões, enquanto a Luggo, de locação residencial, teve prejuízo de R$ 18,9 milhões.

A receita líquida consolidada totalizou R$ 2,708 bilhões no segundo trimestre, subida de 18% na comparação anual, impulsionada pela MRV, cuja receita foi de R$ 2,525 bilhões, alta de 21%. A MRV deixou de apurar uma receita de R$ 145 milhões por causa de vendas de imóveis cujos repasses não foram concluídos devido a gargalos na liberação de recursos de programas estaduais ligados ao MCMV.

A margem bruta consolidada atingiu 29,4%, elevação de 3 pontos porcentuais. A margem bruta da MRV foi a 30,2%, aumento de 4,2 pontos porcentuais.

“Tivemos crescimento de vendas e produção na MRV, o que elevou o nível de receita”, afirmou o diretor financeiro e de Relações com Investidores, Ricardo Paixão. “A margem na MRV está melhorando com as safras de empreendimentos mais novos e mais rentáveis”, emendou.

O diretor financeiro reiterou que o MCMV está no seu melhor momento, com boas condições de contratação, o que deve continuar nos próximos meses. “Os fundamentos continuam muito bons. Dá para esperar um segundo semestre forte”, estimou.

No segmento de incorporação imobiliária (MRV), os lançamentos foram de R$ 3,4 bilhões no segundo trimestre de 2025, avanço de 54,2% em relação ao mesmo trimestre de 2024, conforme relatório operacional já divulgado. As vendas líquidas no trimestre foram de R$ 2,7 bilhões, subida de 5,8%.

A empresa está focada em resolver agora os gargalos dos programas estaduais. A questão já foi superada no Rio Grande do Sul, mas ainda não no Ceará e no Amazonas.

As despesas operacionais da MRV&CO somaram R$ 1,342 bilhão, o triplo do mesmo período do passado, em função do impairment da Resia. Paixão reiterou que a baixa contábil teve um cálculo conservador e que não terá novos efeitos a serem reportados nos próximos balanços. “Acaba aqui”, disse.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) consolidado ficou negativo em R$ 245,4 milhões, montante 24,5% maior do que um ano antes, por conta do aumento da dívida e dos juros.

A dívida líquida da operação no Brasil, que inclui MRV, Urba e Luggo, foi a R$ 2,454 bilhões, 5,3% mais na comparação anual. A alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e patrimônio líquido) foi a 42,6%, alta de 2,7 pontos porcentuais. A operação no Brasil tinha R$ 2,976 bilhões em caixa no fim do trimestre. Já a dívida da Resia foi a US$ 688 milhões no fim do segundo trimestre, aumento de 6,1% em um ano.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN