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Bebê de 1 ano e 6 meses morre após reanimação cardíaca mal feita

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A criança faleceu em 10 de maio deste ano, ela já chegou semm vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Riviera da Barra, em Vila Velha (ES).
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Foto: Redes Sociais

Por Katiane Fermino

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Após três meses de investigação, a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), concluiu o inquérito sobre a morte de uma bebê, de 1 ano e 6 meses.

A criança faleceu em 10 de maio deste ano, ela já chegou semm vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Riviera da Barra, em Vila Velha (ES). De acordo com o delegado-geral da PCES, José Darcy Arruda, as investigações constataram que a morte da menina foi causada por uma tentativa de reanimação realizada de forma inadequada, o que resultou em lesões internas.

“Diante dos elementos apresentados naquele momento, o delegado entendeu que a causa da morte teria sido uma ação dolosa do namorado da mãe, com omissão por parte dela, diante das lesões encontradas no corpo da vítima. Assim, foi lavrado o auto de prisão em flagrante dos dois”

José Darcy Arruda

O casal foi detido à época, mas libertado 17 dias depois. Durante o inquérito, foram ouvidas testemunhas e analisada a vida pregressa da família. Também foi realizado um confronto entre o laudo cadavérico e os relatos sobre a tentativa de reanimação feita pelo namorado da mãe.

“A intenção dele era salvar a criança, mas, com uso excessivo de força, acabou causando a morte”

José Darcy Arruda

Segundo a delegada Raffaella Aguiar, da DHPM, Agatha já vinha sendo acompanhada pela UPA de Riviera da Barra desde o início de maio, recebendo medicação e passando por consultas pediátricas. Testemunhas, incluindo profissionais da creche frequentada pela bebê, relataram que a mãe era zelosa e que o namorado era visto como uma pessoa carinhosa e calma.

“Inclusive, as próprias filhas dele, também menores, demonstraram afeto por ele”

Raffaella Aguiar

O laudo cadavérico apontou lesões torácicas e ruptura no pâncreas.

“Em casos de bebês, a manobra de ressuscitação cardiopulmonar deve ser feita com os dedos. No entanto, no desespero, o namorado da mãe usou as mãos”

Raffaella Aguiar

O padrasto da criança relatou à polícia que tentou reanimar a menina e, em seguida, a levou imediatamente à UPA, onde também foi realizada a manobra de ressuscitação.

“Não podemos afirmar se a manobra inadequada foi feita por ele ou na própria UPA. O que é certo é que as lesões são compatíveis com a técnica aplicada de forma incorreta, mas sem dolo”

Raffaella Aguiar

Após análise de todos os elementos colhidos, a delegada concluiu o inquérito.

“Concluímos que não houve dolo por parte do namorado e nem omissão por parte da mãe. Solicitamos à Justiça que revogasse a prisão dos dois, o que foi deferido, e relatamos o inquérito ao MPES (Ministério Público do Espírito Santo) sugerindo o arquivamento”

Raffaella Aguiar

Fonte: Metrópoles

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