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Imagem referente a Caso Gritzbach: Justiça militar diz ser incompetente para julgar PMs

Caso Gritzbach: Justiça militar diz ser incompetente para julgar PMs

São acusados pelo homicídio o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Ruan da Silva Rodrigues e o soldado Denis Antônio Martins....

Publicado em

Por Diego Cavalcante

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O Tribunal de Justiça Militar (TJM) declarou-se incompetente para apurar o envolvimento de três policiais militares no homicídio do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, fuzilado com dez tiros, em novembro do ano passado, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, região metropolitana.

São acusados pelo homicídio o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Ruan da Silva Rodrigues e o soldado Denis Antônio Martins.

A Justiça Militar destacou que crimes dolosos contra a vida de civis são de competência do Tribunal do Júri, para o qual designou especificamente, no último dia 7, as acusações sobre o assassinato. O TJM, porém, irá julgar o trio de por organização criminosa.

Em sua decisão, o juiz salientou que os três militares já são denunciados, pela Vara do Júri de Guarulhos, pela tentativa de homicídio de quatro pessoas feridas, durante a execução de Gritzbach.

Ressaltando a “prevalência da competência” da Vara do Júri para julgar o assassinato, o juiz declarou-se “incompetente para a apuração dos fatos relacionados aos [três ] réus”, determinando o envio de cópia do processo para a Vara do Júri de Guarulhos.


Cem anos de prisão

  • Os três policiais militares compunham a equipe de seguranças do corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, delator do Primeiro Comando da Capital (PCC).
  • Eles foram indiciados por dois homicídios, duas tentativas de homicídio e por associação criminosa.
  • Além de Gritzbach, um motorista clandestino foi alvo de uma bala perdida e morreu na ocasião.
  • A pena de cada um pode ultrapassar os 100 anos de prisão, caso os PMs sejam condenados pelos crimes a eles atribuídos, entre os quais associação criminosa.
  • O cabo Dênis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues — apontados como assassinos de Gritzbach — e o tenente Fernando Genauro da Silva — motorista do carro usado na fuga dos matadores — estão encarcerados no Presídio Militar Romão Gomes.

Dias antes de morrer, Gritzbach havia feito delações premiadas ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) e à Corregedoria da Polícia Civil. Ele denunciou a relação de agentes públicos com o PCC, além de apontar criminosos envolvidos com lavagem de dinheiro da maior facção criminosa do país.

A execução do delator foi investigada pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Há outro inquérito, na Polícia Federal, em que é investigada uma associação criminosa composta por policiais civis ligados ao PCC na lavagem de dinheiro, além de corrupção ativa e passiva.

Até o momento, 26 suspeitos foram presos: 17 são policiais militares, cinco policiais civis e quatro pessoas relacionadas a Kauê do Amaral Coelho, apontado como o olheiro que avisou aos assassinos sobre a chegada de Gritzbach na área de desembarque do aeroporto.

Câmeras gravaram ação

Câmeras de monitoramento registraram a ação dos assassinos do delator, fuzilado no momento em que ele se aproximava de um dos carros de escolta dele, blindado, logo após desembarcar no Aeroporto de Guarulhos (assista acima).

Antes do homicídio, os três policiais militares usaram celulares para se comunicar, como foi constatado pela investigação, já concluída, que contribuiu para provar que os agentes circularam pela região antes, durante e após o crime.

Com informações do Metrópoles

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