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Lucro da M. Dias Branco cresce 14% e atinge R$ 216,4 milhões no 2º trimestre

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 344,9 milhões, alta de 2,4% frente aos R$ 336,8 milhões do segundo trimestre de...

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Por Agência Estado

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A fabricante de alimentos M. Dias Branco teve lucro líquido de R$ 216,4 milhões no segundo trimestre do ano, informou a companhia na sexta-feira, 8, depois do fechamento do mercado financeiro. O resultado é 14% maior na comparação com igual período do ano passado, quando a empresa reportou lucro líquido de R$ 189,9 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 344,9 milhões, alta de 2,4% frente aos R$ 336,8 milhões do segundo trimestre de 2024. A margem Ebitda ficou em 12,7%, ante 12,8% um ano antes. A alavancagem da empresa (relação entre dívida líquida e Ebitda) ficou negativa em 0,1 vez, inalterada ante igual período de 2024, informou a companhia.

Já a receita líquida avançou 3,6% na mesma base comparativa, alcançando R$ 2,723 bilhões, ante R$ 2,630 bilhões do segundo trimestre de 2024. O recuo de 9,8% no volume comercializado na comparação com igual período do ano anterior foi compensado pelo aumento de 14,8% no preço médio.

No último trimestre, a receita líquida de produtos principais da empresa (biscoitos, massas e margarinas) avançou 3,3%, para R$ 2,127 bilhões.

A receita líquida do segmento de moagem e refino de óleos (farinhas, farelo e gorduras industriais) avançou 2,7%, para R$ 455,3 milhões. Já o segmento de adjacências (bolos, snacks, misturas para bolos, torradas, saudáveis, molhos e temperos) teve receita líquida 10,8% superior, para R$ 141 milhões. A empresa destacou, em comunicado a investidores, que a receita líquida cresceu nos três grupos de categorias em que a empresa atua.

O volume comercializado pela M. Dias Branco recuou 9,8% no segundo trimestre deste ano na comparação com igual período do ano anterior. O volume vendido pela companhia passou de 507 mil toneladas para 457,3 mil toneladas.

Em relação ao trimestre anterior, as vendas totais da companhia avançaram 16%. Em comunicado, a companhia ressaltou o aumento sequencial dos volumes e afirmou que a base de comparação com igual período de 2024 é prejudicada porque o segundo trimestre do ano passado foi marcado pela recomposição dos estoques nos varejistas após a suspensão de algumas linhas da empresa.

O preço médio de todas categorias no segundo trimestre subiu 14,8% na comparação anual, de R$ 5,20 por quilo para R$ 6,00 por quilo. Na comparação com o trimestre anterior, houve alta de 6,4% no preço médio dos produtos. Segundo a empresa, o aumento do preço médio reflete um mix favorável entre os produtos comercializados e os reajustes de preços feitos nos últimos 12 meses, motivados pela desvalorização cambial e pelo aumento das commodities.

Ainda como fatos relevantes do segundo trimestre do ano, a companhia destacou a “elevada” verticalização dos dois principais insumos: farinha de trigo e gordura vegetal em, respectivamente, 99,6% e 99,9%. No último trimestre, a empresa investiu R$ 51,6 milhões, 15,3% abaixo do valor investido em igual intervalo de 2024. Do montante, 81% foram destinados para manutenção e 19% direcionados para expansão. Os principais aportes foram em iniciativas de transição energética, eficiência operacional e digitalização.

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