
Justiça! Assassino de mãe e três filhas é condenado a 225 anos de cadeia em regime fechado
Os crimes ocorreram em novembro de 2023 e Gilberto foi considerado culpado por feminicídios e estupros. O processo tramitou em segredo de justiça e o réu...
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Por Paulo Eduardo
O júri popular do pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos ocorreu nesta quinta-feira (7) e terminou com a condenação pelos assassinatos de uma mulher de 45 anos, e das filhas dela, M.C.C, de 19 anos; M.C.C, de 13, e M.C.C, de 10 anos. A sessão iniciou às 9h, no fórum em Sorriso, e durou o dia todo. Após os jurados considerarem o réu culpado por todas as acusações, o juiz Rafael Depra Panichella determinou uma pena de 225 anos de cadeia, em regime fechado.
Os crimes ocorreram em novembro de 2023 e Gilberto foi considerado culpado por feminicídios e estupros. O processo tramitou em segredo de justiça e o réu acompanhou parcialmente o julgamento por videoconferência da Penitenciária Central do Estado em Cuiabá, onde está preso desde a época do crime. A defesa também informou ao juiz que o réu não prestaria depoimento. A sessão plenária foi suspensa, por volta de 12 horas, para almoço e retornou às 13h38.
Chegaram por volta das 8 horas o pai/esposo das vítimas, visivelmente emocionado, acompanhado do advogado Conrado Pavelski, que conversou com a imprensa. “Que o júri seja tranquilo, sem nenhuma intercorrência para evitar ser suspenso ou até mesmo interrompido. Esperamos que termine ainda na noite de hoje, no máximo na madrugada de hoje para amanhã. Em questão à condenação em si, as provas são muitos fortes e contundentes e demonstrarão que Gilberto cometeu todos aqueles atos que estão sendo imputados a ele, com todos os crimes de homicídio, com todas as qualificadoras causa de aumento de pena, todos os estupros de vulnerável estão demonstrados no processo. Então não há dúvida de que foi ele quem cometeu, ele até mesmo confessou. Hoje é só mais a questão da família e da sociedade terem uma resposta com relação à pena dele porque, de resto, está tudo muito bem demonstrado no processo”.
Conrado também falou sobre a decisão de Gilberto não estar presente no júri. “Infelizmente é um direito dele, enfim, triste, porque queríamos que ele visse o desprezo das pessoas com o que ele cometeu. Uma pessoa, pelo histórico dele, nem sinta. Não é possível que um ser humano, se é assim que pode ser chamado, tenha cometido tudo o que ele tenha cometido nesse caso”, acrescentou o advogado.
O magistrado destaca ainda que o crime julgado hoje motivou a mudança na legislação (Lei 14.994/2024), tornando o feminicídio um crime autônomo e aumentando as penas para crimes cometidos contra mulheres em contexto de violência. Dentre as principais alterações na lei, está o aumento da pena de 20 anos de reclusão para 40 anos de reclusão. Porém, essa lei passou a valer apenas aos crimes que ocorreram posteriormente à sua vigência, não se aplicando ao caso julgado hoje.
O promotor Luis Fernando Rossi Pipino diz aos jurados que “há coisas que nem todas as palavras do mundo conseguem explicar, há dores que não cabem em um laudo, há crimes que ultrapassam a frieza da lei. E o que aconteceu naquela casa, naquela fatídica noite foi exatamente isso, foi uma tragédia devastadora, em que o mal subiu do inferno e apagou quatro vidas, quatro destinos que haviam sido entrelaçados pelo amor”. Ele seguiu proferindo seu discurso aos jurados.
Crime
Gilberto foi preso em flagrante na mesma manhã em que foram encontrados os corpos das vítimas. Ele trabalhava em uma obra próxima à residência da família e observou as vítimas antes de cometer os crimes. Ele invadiu a casa na sexta-feira à noite, 24 de novembro, e quando foi confrontado pela mãe, que tentou defender a família, matou a genitora e depois as três filhas dela, cometendo em seguida o estupro contra três das quatro vítimas. Com o criminoso, a Polícia Civil encontrou uma peça íntima de uma das vítimas.
Outras condenações
Em maio deste ano, Gilberto foi condenado a 17 anos pelo homicídio do jornalista Osni Mendes Araújo. O crime ocorreu em 2013 em Mineiros, na região sudoeste de Goiás.
Outra recente condenação do réu foi em março deste ano. Gilberto sofreu uma condenação de 22 anos por crimes cometidos contra outra mulher dois meses antes da chacina. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri da Comarca de Lucas do Rio Verde. O crime ocorreu em setembro de 2023, em Lucas do Rio Verde, dois meses antes da chacina em Sorriso. Na ocasião, invadiu a casa de uma mulher e a estuprou mediante violência e grave ameaça. Em seguida, tentou matá-la para evitar que fosse denunciado, mas a vítima reagiu e conseguiu impedir o assassinato. A mãe da vítima foi agredida com socos no rosto ao tentar socorrer a filha. Após os gritos por ajuda, Gilberto fugiu do local.
Fonte: Só Notícias
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