Você sabe mesmo o que é fascismo? Está na hora de parar de repetir sem pensar
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Por Redação CGN
Atualizado em: 06/08/2025 às 12:09
Editorial CGN – O termo “fascismo” tem sido utilizado como uma arma semântica, especialmente por militantes de esquerda, para desqualificar qualquer pessoa ou ideia que não se alinhe com sua cartilha ideológica. Chamar adversários de “fascistas” tornou-se um instrumento de silenciamento, e não de debate. Mas o que é, de fato, o fascismo?
Historicamente, o fascismo surgiu na Itália com Benito Mussolini, no início do século XX. E aqui está o primeiro ponto que muitos ignoram (ou preferem ignorar): Mussolini era socialista antes de fundar o fascismo. Ele foi membro destacado do Partido Socialista Italiano e só foi expulso quando passou a defender a entrada da Itália na Primeira Guerra Mundial — o que os socialistas italianos rechaçavam.
O fascismo se desenvolveu, portanto, como uma cisão do socialismo, e não como um antagonismo direto. Ele incorporou elementos autoritários, nacionalistas e corporativistas — e sim, antidemocráticos —, mas sem nunca abandonar totalmente a lógica estatizante e intervencionista herdada da esquerda. Não por acaso, o Estado fascista controlava os meios de produção indiretamente, por meio da cooptação dos sindicatos e das empresas — algo que o marxismo cultural hoje tenta mascarar como “modelo híbrido”.
Muitos ainda se assustam ao descobrir o nome completo do partido de Hitler: Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei — NSDAP). O nome não é acaso. Hitler buscava, como Mussolini, unir o apelo nacionalista com pautas socialistas para capturar o apoio das massas operárias.
Apesar de diferenças ideológicas com o comunismo soviético, o nazismo compartilhava estruturas de poder semelhantes: culto ao líder, controle total da mídia, perseguição a opositores, centralização do poder, repressão religiosa, estatização progressiva da economia e uso da propaganda estatal como instrumento de dominação ideológica. Qualquer semelhança com regimes socialistas reais (como Cuba, Venezuela ou a própria URSS) não é coincidência.
A esquerda aprendeu, desde Gramsci, que controlar a linguagem é essencial para controlar o debate público. Quando eles dizem “fascista”, não estão falando de Mussolini, mas sim tentando associar à direita conservadora características como autoritarismo, ódio, intolerância e violência — ainda que isso, na prática, se aplique muitas vezes aos próprios regimes que a esquerda defende.
É o famoso “acuse o outro do que você faz”. Um princípio retórico que vem sendo repetido à exaustão.
A verdade é que a direita conservadora defende justamente o oposto do fascismo. Enquanto regimes autoritários apostam na concentração de poder, o conservadorismo valoriza a liberdade individual, a propriedade privada, o livre mercado, um Estado limitado, os valores tradicionais e religiosos, além do pluralismo institucional — fundamentos essenciais para uma sociedade verdadeiramente livre.
Já os fascistas (assim como os comunistas) querem o Estado como tutor da sociedade. Controlando a mídia, as empresas, a cultura e, muitas vezes, até a religião. Exatamente o que a esquerda tenta implementar em seus regimes socialistas e populistas ao redor do mundo.
Agora, se formos aplicar as características do fascismo — como o totalitarismo, o culto à personalidade, o controle estatal sobre a sociedade, a repressão à oposição e à imprensa livre — a quais regimes isso se encaixa hoje? A resposta é clara: à Coreia do Norte, sem dúvida. A Cuba, evidentemente. À Venezuela, de forma escancarada. E ao Brasil durante a gestão petista, que, entre tentativas de controlar a imprensa, interferir na educação e enfraquecer a independência do Judiciário, revelou, no mínimo, uma sombra preocupante do autoritarismo que tanto denuncia nos outros.
Chamar a direita conservadora de “fascista” é um teatro ideológico, um jogo de inversão da realidade.
O fascismo não é uma invenção da direita. É uma degeneração autoritária com raízes socialistas, que compartilha muito mais com o comunismo do que com o liberalismo conservador. Quando a esquerda chama você de “fascista” por defender sua fé, sua família, sua propriedade ou sua liberdade, ela está apenas tentando neutralizar sua voz com um rótulo vazio.
Não se deixe enganar: quem defende liberdade econômica, autonomia individual e Estado enxuto não é fascista. É libertário ou conservador.
E quem precisa de rótulos para vencer um debate, é porque não tem argumentos.