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Imagem referente a Em Ponta Grossa, sargento quebra equipamento de repórter buscando impedir cobertura sobre surto de PM aposentado

Em Ponta Grossa, sargento quebra equipamento de repórter buscando impedir cobertura sobre surto de PM aposentado

De acordo com informações apuradas, a equipe de jornalismo do Portal aRede deslocou-se até o local para realizar a cobertura do caso, que envolvia o fechamento...

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Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Em Ponta Grossa, sargento quebra equipamento de repórter buscando impedir cobertura sobre surto de PM aposentado

Ontem, segunda-feira (4), um policial militar à paisana ameaçou um profissional do Portal aRede e danificou o drone da equipe de jornalismo durante a cobertura de uma ocorrência na região de Oficinas, em Ponta Grossa. O episódio ocorreu na avenida União Pan-Americana, onde um policial militar aposentado estava em surto dentro de uma residência, supostamente armado com duas armas de fogo.

De acordo com informações apuradas, a equipe de jornalismo do Portal aRede deslocou-se até o local para realizar a cobertura do caso, que envolvia o fechamento da avenida. Para registrar imagens aéreas da situação, o profissional utilizaria o drone “Aeroarede”, operando a aproximadamente 100 metros de distância da ocorrência. Neste momento, um sargento da Polícia Militar, sem identificação por estar à paisana, aproximou-se, derrubou o drone com as mãos e, em seguida, pisou sobre o equipamento. O policial ainda recolheu o drone, colocando-o debaixo do braço, e passou a ameaçar o jornalista.

O sargento exigiu que o profissional assinasse um termo circunstanciado, sob ameaça de prisão caso se recusasse. O jornalista do Grupo aRede deverá comparecer a uma audiência no Fórum de Ponta Grossa, marcada para setembro.

Em nota oficial enviada ao Portal aRede, a Polícia Militar do Paraná (PM/PR) afirmou que o drone não possuía autorização para operar no perímetro, justificando que a situação envolvia “gerenciamento de crise”. Segundo a PM/PR, o equipamento aéreo, operado por um repórter cinematográfico, não tinha autorização específica para aquele voo, apesar do operador alegar estar habilitado e ter solicitado permissão formal, ainda em trâmite. A Polícia Militar informou ainda que a presença do drone teria causado transtornos à atuação policial e que um termo circunstanciado foi lavrado, com orientações legais prestadas ao operador. A corporação garantiu a abertura de procedimento interno para apuração dos fatos.

O Grupo aRede, por meio de nota, lamentou a conduta do integrante do 1º Batalhão de Polícia Militar, ressaltando o histórico de respeito e valorização da instituição por parte do veículo de comunicação. O portal repudiou o comportamento hostil do policial, classificando-o como desproporcional e inadmissível, e exigiu apuração rigorosa do caso, além de reforçar a necessidade de respeito aos profissionais da imprensa. Segundo o veículo, o jornalista seguiu todas as orientações dos policiais presentes e não obstruiu a operação em momento algum.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) também se pronunciou, repudiando a violência policial e lembrando que a atividade jornalística é essencial ao direito constitucional à informação, não podendo ser cerceada ou censurada. A entidade solidarizou-se com o profissional e informou que adotará as medidas cabíveis para que a situação seja apurada oficialmente. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) acompanha o caso.

O episódio reacende o debate sobre a atuação da imprensa em ocorrências policiais e o respeito às normas de segurança, bem como a necessidade de garantir condições adequadas para o exercício do jornalismo, fundamental à democracia.

As informações são do Portal aRede.

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