
Há 20 anos, Ferrari e Corcel ’73 protagonizavam o acidente mais antológico de Cascavel
O acidente ocorreu em um dia aparentemente comum, até que o destino (e talvez uma falha de cálculo ou excesso de confiança) colocou frente a frente...
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Por Diego Cavalcante

Era uma vez… em Cascavel: o ano era 2005… já faz 20 anos que uma colisão improvável parou o trânsito, virou meme antes mesmo do termo existir e entrou para o folclore urbano da cidade. Em pleno Centro, uma Ferrari 360 vermelha, símbolo da engenharia italiana, acabou colidindo contra um Corcel ’73, símbolo da resistência brasileira — e da popularização automotiva nos anos 70.
O acidente ocorreu em um dia aparentemente comum, até que o destino (e talvez uma falha de cálculo ou excesso de confiança) colocou frente a frente dois ícones de eras completamente diferentes. O Corpo de Bombeiros foi acionado, claro, mas felizmente ninguém se feriu. A colisão foi leve — só o orgulho automotivo é que sofreu mais danos.
Mas o que realmente eternizou o caso foi a repercussão: as imagens circularam o Brasil inteiro e, em tempos de comunidades de Orkut, chegaram até em jornais impressos e programas de TV. O clássico meme “cada um paga o seu” nasceu nesse contexto, numa época em que o humor vinha direto das placas de oficinas e dos papos de boteco.
Apesar de muita especulação sobre quem foi o culpado, o mais curioso é que ninguém brigou. As partes se entenderam ali mesmo, como verdadeiros cavalheiros do asfalto. Há registros de que um terceiro carro também teria se envolvido, porém ninguém liga.
Brincadeiras à parte, há quem diga que o filme “Ford vs Ferrari” foi inspirado nesse episódio lendário. Claro, Hollywood jamais admitiria tal influência cascavelense, mas os mais entusiastas juram que a ideia nasceu ali, entre o ronco abafado do V8 e o estalinho da embreagem cansada do Corcel.
Duas décadas se passaram, e se você tem mais de 25 anos, é bem possível que se lembre desse momento. Afinal, não é todo dia que uma Ferrari e um Corcel se encontram — e colidem — no coração de Cascavel.
Hoje, 20 anos depois, o fato continua vivo na memória da cidade. E enquanto os carros já podem ter trocado de dono ou virado sucata (ou peças de coleção), a história segue intacta, reluzente como uma pintura recém-polida.
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