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Arquidiocese investiga imagem de santa que expele mel

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Segundo os devotos, o suposto fenômeno começou na década de 1990, pouco depois de a imagem ter sido trazida de Fátima, em Portugal.
Imagem referente a Arquidiocese investiga imagem de santa que expele mel
Reprodução: Kelem Figueiredo

Por Diego Cavalcante

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A Arquidiocese de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, instaurou uma comissão especial para investigar um fenômeno inusitado envolvendo uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, conhecida entre os fiéis como “Nossa Senhora do Mel”. A peça religiosa, que pertence a uma moradora de Mirassol, teria começado a expelir mel e outras substâncias misteriosas há mais de 30 anos.

Segundo os devotos, o suposto fenômeno começou na década de 1990, pouco depois de a imagem ter sido trazida de Fátima, em Portugal. Inicialmente, a dona da imagem relatou ter visto lágrimas nos olhos da santa. Com o tempo, surgiram relatos de que ela vertia azeite, vinho, sal e, mais recentemente, mel — o que despertou ainda mais a curiosidade da comunidade católica local.

A imagem passou a atrair grande número de fiéis, especialmente durante peregrinações por igrejas da região. Diante da crescente repercussão, a arquidiocese decidiu formalizar a apuração. A decisão segue orientações do Vaticano, que publicou em maio de 2024 um documento exigindo que supostos fenômenos sobrenaturais sejam devidamente investigados por autoridades eclesiásticas locais.

A comissão, criada especialmente para o caso, é formada por um delegado, um teólogo, um canonista, um perito e um notário. Todos atuam sob juramento de fidelidade à Igreja e de sigilo canônico. O objetivo, segundo a arquidiocese, é realizar um discernimento com rigor científico, doutrinário e pastoral, conforme os critérios estabelecidos pela Santa Sé.

Atualmente, a imagem continua em peregrinação por igrejas do interior paulista, e o mel que supostamente emana da estátua é consumido por fiéis, que acreditam se tratar de uma substância “de outro mundo” — por apresentar características diferentes do mel comum.

A arquidiocese, por ora, não suspendeu as visitas ou a devoção popular. A comissão vai elaborar um relatório a ser encaminhado ao Vaticano, que ficará responsável pela decisão final sobre o status do fenômeno.

Dom Antônio Emídio Vilar, arcebispo responsável pela investigação, afirma que a iniciativa “é necessária para responder às muitas pessoas que nos procuram em busca de esclarecimentos sobre o caso”.

Reprodução: Kelem Figueiredo

Com informações do Metrópoles

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