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FMI aponta evidências de que choque no comércio está prejudicando a economia global

Segundo Gourinchas, a redução da tarifa efetiva média dos EUA para cerca de 17% e o arrefecimento nas tensões comerciais com a China sustentaram a resiliência...

Publicado em

Por Agência Estado

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O economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Pierre-Olivier Gourinchas, disse haver evidências de que o choque comercial provocado pelas tarifas dos EUA prejudica a economia global. A avaliação está em discurso preparado para a apresentação do relatório trimestral de perspectivas do fundo, divulgado nesta terça-feira, 29.

Segundo Gourinchas, a redução da tarifa efetiva média dos EUA para cerca de 17% e o arrefecimento nas tensões comerciais com a China sustentaram a resiliência da economia mundial no primeiro semestre, contribuindo para a desaceleração da inflação e o afrouxamento das condições monetárias. Apesar disso, as tarifas seguem altas na comparação histórica e a política continua incerta, observou.

“Continuamos a projetar um declínio persistente no comércio global como parcela da produtividade, apesar da recente antecipação a tarifas, de 57% em 2024 para 53% em 2030”, destacou.

O economista-chefe lembrou que o nível final das tarifas americanas ainda pode ser maior que o anunciado em abril. Se confirmadas, elas podem retirar 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2026, de acordo com estimativas do FMI.

Gourinchas afirma que esse contexto mantém riscos de baixa e de um crescimento fraco globalmente, o que exige reformas estruturais para aumentar a produtividade no longo prazo e ajustes fiscais capazes de absorver choques econômicos. Para ele, é essencial restaurar a estabilidade no comércio ao resolver disputas e concordar em estruturas previsíveis.

Do contrário, o ambiente geopolítico frágil continuará sujeito a gargalos negativos na oferta de bens, alerta o economista-chefe do FMI.

Gourinchas também defendeu a importância de preservar a independência e credibilidade de BCs e comentou efeitos cambiais de tarifas. Segundo ele, a depreciação do dólar contrariou padrões históricos para países que aplicam tarifas e sua desvalorização de aproximadamente 8% desde janeiro impactou a competitividade global de outros países.

Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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