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FMI prevê continua desaceleração da inflação global, mas em ritmo desigual devido a tarifas

O fundo prevê que “a inflação permanecerá acima da meta de 2% até 2026 nos Estados Unidos”, impulsionada pela transferência gradual das tarifas aos preços ao...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê continua desaceleração da inflação ao consumidor no mundo este ano e no próximo, mas alerta que a trajetória nos preços tem variado e país para país. Segundo atualização do relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês), o FMI prevê que a inflação global vai desacelerar para 4,2% em 2025 – 0,1 ponto porcentual abaixo do previsto em abril – e a 3,6% em 2026, mesmo nível da estimativa anterior.

O fundo prevê que “a inflação permanecerá acima da meta de 2% até 2026 nos Estados Unidos”, impulsionada pela transferência gradual das tarifas aos preços ao consumidor. Já em outras economias, os efeitos tarifários devem reduzir a inflação, atuando como “choques negativos de demanda”.

O FMI ressalta que as projeções atuais assumem como permanentes as políticas comerciais em vigor, mesmo que muitas tenham sido “apresentadas como temporárias ou pendentes”. A tarifa efetiva média dos EUA, por exemplo, foi reduzida para 17,3%, abaixo dos 24,4% estimados em abril, mas o Fundo adverte que o cenário ainda pode mudar, com “processos legais em curso” e novas ameaças tarifárias por parte do governo americano.

Na política fiscal, o relatório chama atenção para os efeitos da lei orçamentária de Donald Trump, aprovada em julho nos Estados Unidos, que deve elevar o déficit fiscal em 1,5 ponto porcentual do PIB em 2026. Segundo o FMI, “as receitas tarifárias compensarão cerca da metade desse aumento”, mas o saldo ainda projeta déficits maiores que os estimados anteriormente.

O fundo também projeta cortes nas taxas de juros nos EUA e no Reino Unido ainda em 2025 enquanto espera estabilidade na zona do euro e alta gradual no Japão, sem apontar números exatos. A combinação de déficits persistentes, juros em queda e incerteza elevada forma um quadro que, segundo o FMI, exige políticas que tragam “confiança, previsibilidade e sustentabilidade” para evitar nova volatilidade nos mercados globais.

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