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Eduardo Bolsonaro ataca Lula e diz que Brasil precisa de ‘quimioterapia’ ou vira nova Venezuela

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Eduardo compara a oscilação de popularidade de Lula nas pesquisas à queda de cabelo de um paciente em tratamento de câncer.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

Atualizado em

Em uma postagem feita em uma rede social, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a adotar um tom combativo contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as instituições democráticas, usando uma metáfora médica para criticar a condução do atual cenário político brasileiro.

A declaração foi publicada na rede social X (antigo Twitter) e rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos. No texto, Eduardo compara a oscilação de popularidade de Lula nas pesquisas à queda de cabelo de um paciente em tratamento de câncer, sugerindo que essa instabilidade seria um efeito colateral de um “tratamento necessário” para enfrentar o que ele considera o verdadeiro problema: o “câncer” da democracia brasileira.

Segundo o deputado, o “tratamento” seria a retomada de ações políticas voltadas a restaurar a democracia, o que incluiria a anistia a presos políticos — termo comumente usado por bolsonaristas para se referir a condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 —, a realização de “eleições limpas e transparentes” e o restabelecimento da harmonia entre os Poderes, com críticas indiretas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Sem a quimioterapia, retornaremos à rota da Venezuela”, escreveu o parlamentar, retomando uma retórica frequente entre setores da oposição que comparam o Brasil à crise política e econômica vivida pelo país vizinho.

A publicação ainda faz referência ao ex-presidente norte-americano Donald Trump. Eduardo Bolsonaro cita uma suposta carta de Trump como exemplo de resistência ao que chamou de “Tarifa-Moraes de 50%”, expressão usada sem explicação direta, mas aparentemente direcionada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

CONTEXTO E REPERCUSSÃO

A postagem ocorre em um momento de tensões renovadas entre o Legislativo e o Judiciário, sobretudo após recentes decisões do Supremo que mantiveram condenações de envolvidos nos atos golpistas de janeiro de 2023. A base bolsonarista tem intensificado a pressão por anistias e reformas no sistema eleitoral, reivindicando maior transparência e contestando os resultados das últimas eleições.

O deputado mantém uma base fiel nas redes sociais, onde sua publicação recebeu milhares de interações em poucos minutos.

REPERCUSSÃO ENTRE SEUS APOIADORES

Diversos perfis favoráveis ao bolsonarismo reagiram positivamente à mensagem. Um usuário identificado como Silvano declarou:
“Muito obrigado Eduardo, siga em frente, pena que muitos ainda não entenderam nada de Brasil, essa é nossa última chance de curar esse câncer mandito no Brasil (sistema criminoso agindo). NÃO DESISTA.”

Outro apoiador, Daniel Queiroz, elogiou a metáfora da quimioterapia, afirmando que se trata de um “remédio doloroso, mas necessário” para enfrentar um “câncer institucional”.
“O povo já entendeu que não há democracia com presos políticos e censura. Continue com o bom trabalho, o Brasil precisa de firmeza assim!”, escreveu.

Há ainda quem veja nas prisões de figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro uma tentativa de abrir caminho para uma nova liderança de direita. O comentarista @pauloperezadv alertou:
“Veremos quem são os verdadeiros membros da direita, e quem é oportunista.”

TRUMP E A “TARIFA-MORAES”

Não há informações oficiais sobre uma nova carta de Donald Trump tratando de assuntos internos do Brasil ou especificamente sobre o ministro Alexandre de Moraes. A citação feita por Eduardo Bolsonaro parece remeter a um gesto de alinhamento político, prática recorrente entre aliados do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e figuras da direita internacional.

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