
Centro de Pesquisas do CEONC coloca pacientes do interior na rota da ciência de ponta
Na vanguarda da medicina, Hospital do Câncer de Cascavel oferece acesso a tratamentos e terapias internacionais que antes só eram acessíveis em grandes capitais...
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Por Redação CGN

Durante muito tempo, entrar em um protocolo internacional de tratamento oncológico parecia um privilégio distante para quem vivia no interior do Paraná. Era preciso encarar longos deslocamentos até grandes capitais, como Curitiba e São Paulo, com custos, desgaste e distância da família. Hoje, essa realidade está mudando. A ciência avança aqui, no Oeste do Paraná.
Desde 2023, o CEONC Hospital do Câncer de Cascavel – que acumula mais de três décadas de pioneirismo na oncologia local – abriga o seu próprio Centro de Pesquisa Clínica, oferecendo terapias em fase de estudo com potencial de mudar o curso de doenças graves, como linfomas agressivos. Uma iniciativa que representa um divisor de águas para a região.
Agora, a população do Oeste e Sudoeste do Paraná, extremo oeste de Santa Catarina e até do Mato Grosso do Sul tem acesso a terapias que estão sendo testadas em países como Estados Unidos, Alemanha e Japão com segurança, critério e cuidado humanizado.
“Sabíamos do potencial da nossa estrutura e da qualificação da equipe. Então decidimos dar esse passo e criar nosso próprio centro de pesquisa para que os pacientes daqui também possam participar de estudos promissores, com segurança e dignidade”, conta a hematologista Sara Renata Rigo, responsável pelos estudos clínicos na área de onco-hematologia.
Pesquisas partem da nossa realidade
Estudos clínicos são pesquisas científicas realizadas com pessoas para avaliar a segurança, a eficácia e os efeitos de novos tratamentos, medicamentos ou condutas médicas. Cada protocolo passa por diferentes fases até ser aprovado, sempre com o acompanhamento rigoroso de comitês de ética e órgãos reguladores internacionais.
O Centro de Pesquisas do CEONC trabalha com estudos clínicos das fases 2, 3 e 4. Isso significa que são aplicados protocolos que já passaram por etapas iniciais de segurança e estão em fase de análise mais avançada e que já mostram resultados relevantes em outros centros do mundo.
Além dos protocolos internacionais, também são conduzidos estudos que avaliam a eficácia de tratamentos já aplicados na prática clínica. É o chamado estudo de “vida real”, que avalia como o paciente responde aos tratamentos em cenários cotidianos, fora dos grandes centros e da estrutura controlada dos ensaios clínicos tradicionais.
“Estamos gerando dados da nossa realidade. Durante muito tempo, o Brasil precisou tomar decisões clínicas com base em estudos feitos lá fora, com populações e contextos completamente diferentes. Agora, contribuímos com evidências locais, com pacientes reais do Brasil e daqui do interior”, destaca a hematologista.
Um dos estudos atualmente em andamento investiga uma nova terapia para linfoma não Hodgkin de grandes células B. O CEONC é um dos centros habilitados no Brasil para aplicar o protocolo, que já está incluindo pacientes.
Rigor, segurança e humanização
A equipe que atua nos estudos é formada por profissionais do próprio CEONC, mantendo a tradição humanizada, que é marca do hospital. São médicos hematologistas e oncologistas, enfermeiros assistenciais e de pesquisa, farmacêuticos, administradores e coordenadores que seguem com rigor técnico e acolhimento cada etapa.
Além da oportunidade de acessar tratamentos inovadores, muitas vezes indisponíveis por outros caminhos, os pacientes também fazem uma contribuição valiosa para a ciência, destaca a doutora Sara.
“O respeito ao paciente é a base da pesquisa clínica. Há um cuidado ético e informativo intenso para que ele participe de forma consciente, mesmo sem garantia de benefício direto. Como os estudos passam por rigorosos testes prévios para evitar riscos maiores, a maioria recebe a proposta com entusiasmo, especialmente ao entender que está ajudando a avançar a medicina e quebrando o mito de que pesquisa é sinônimo de ‘cobaia’”, explica Sara.
Cascavel no circuito global da pesquisa
A descentralização da pesquisa aqui no interior representa um ganho também social. Embora a maioria dos participantes venha do próprio CEONC, pacientes de outras instituições e cidades podem ser incluídos, desde que atendam aos critérios de elegibilidade dos estudos.
“Não precisa estar em tratamento conosco para participar das pesquisas. O próprio paciente ou familiares podem entrar em contato para saber se há protocolos em andamento para o caso. Estamos aqui para orientar e acolher”, reforça Sara. Esta nova fase do CEONC já posiciona Cascavel entre os centros que ajudam a escrever o futuro da medicina. A meta, segundo a doutora Sara Rigo, é ir além e ampliar o número de estudos, inclusive para tratamentos de doenças mais resistentes e outras áreas da oncologia além da onco-hematologia. “É um salto que rompe barreiras geográficas e que mantém os pés firmes no compromisso com o avanço das terapias para a nossa gente”, finaliza Sara.
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