
Professora encontrada morta: missa de sétimo dia reúne dor e homenagens
O Colégio Santa Marcelina, instituição em que Soraya lecionava, divulgou o convite em suas redes sociais: “A fé nos conforta e a oração nos une. Convidamos...
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Por Silmara Santos

Familiares, amigos e colegas da professora de história Soraya Tatiana Bomfim França, de 56 anos, irão celebrar uma missa de sétimo dia em memória da educadora, encontrada morta no último domingo (20/7). O rito religioso, tradicional na Igreja Católica, ocorrerá às 19h30 desta sexta-feira (25/7), na Paróquia Nossa Senhora da Divina Providência, localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte.
O Colégio Santa Marcelina, instituição em que Soraya lecionava, divulgou o convite em suas redes sociais: “A fé nos conforta e a oração nos une. Convidamos para a missa de sétimo dia em memória da Tati, confiantes na misericórdia de Deus”. A professora foi sepultada na manhã da última terça-feira (22/7), no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, região Noroeste da capital mineira. A causa da morte ainda está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Desaparecimento e buscas
Segundo boletim de ocorrência registrado pelo filho de Soraya na noite de sábado (19/7), ele deixou a residência por volta das 20h de sexta-feira (18/7) para uma viagem à Serra do Cipó, tendo visto a mãe na sala, vestida com uma camisola cinza. Na manhã seguinte, o filho tentou contato por mensagem, que não foi recebida.
Preocupado, o rapaz solicitou à tia, moradora do mesmo prédio, que fosse até o apartamento. Com a ajuda de um chaveiro, a tia entrou no imóvel, mas não encontrou vestígios da professora. O filho retornou ao local, constatando ausência de sinais de arrombamento ou alteração, e verificou que o carro de Soraya permanecia na garagem.
Em seguida, o filho e o pai iniciaram buscas em hospitais da capital e no Instituto Médico Legal (IML), além de contatar amigas da professora. Também tentaram acessar imagens de câmeras de segurança da rua e o notebook da vítima, sem obter pistas sobre seu paradeiro.
Corpo encontrado em Vespasiano
O corpo de Soraya Tatiana foi localizado no domingo (20/7) sob um viaduto na avenida Adélia Issa, bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima estava parcialmente coberta por um lençol e vestia apenas uma blusa cinza. Segundo a perícia, havia marcas de queimaduras nas partes internas das coxas e manchas de sangue, possivelmente relacionadas a violência sexual.
A Polícia Civil encaminhou o corpo ao IML para exames e posterior liberação à família. A PCMG informou que aguarda laudos periciais para esclarecer as circunstâncias e a causa da morte. “A investigação está em andamento, e outras informações podem ser divulgadas à medida que os procedimentos policiais avançam”, destacou a corporação em nota.
Legado e homenagens
A morte da professora gerou grande comoção na comunidade escolar. O Colégio Santa Marcelina manifestou pesar: “Toda a comunidade educativa da Rede Santa Marcelina se une em oração e solidariedade à sua família, colegas e estudantes neste momento de dor. Rogamos a Deus que a acolha com amor e misericórdia, e que conforte todos os que choram sua partida. Sua memória permanecerá viva entre nós.”
Nas redes sociais, pais e alunos descreveram Soraya como amiga, profissional exemplar e pessoa que ia além do ensino, transmitindo carinho e incentivo aos estudantes. Uma mãe destacou o impacto da educadora: “Através dos olhares, atitudes e palavras de nossos filhos, reconhecemos aquele professor que é muito mais do que um educador, um ser iluminado, que se preocupa com os alunos além do conteúdo didático.”
Durante o sepultamento, adesivos com a foto de Soraya e a frase “Lutaremos por sua memória. Seu sorriso não se apagará!” foram distribuídos. Familiares, amigos, ex-alunos e colegas se despediram com orações e homenagens. O pai da professora, Nilton França, emocionou-se ao relatar: “Ontem eu descobri o alcance do amor da minha filha. Fiquei impactado com tanto carinho, tantas flores, tanta gente.”
A missa de sétimo dia reunirá a comunidade que compartilha a dor da perda e busca conforto na fé, enquanto aguarda respostas sobre o caso que abalou o meio educacional de Belo Horizonte.
Fonte: O Tempo
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