
Delegada fala sobre americanos mortos, drogas e armas em apartamento de alto padrão
De acordo com informações preliminares da Polícia Civil do Paraná (PCPR), há indícios de que Ian teria efetuado disparos contra Anne e, em seguida, atentado contra...
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Por Fábio Wronski

O americano Ian Alexander Bruder Hay, de 30 anos, e a sul-africana Anne Leigh Mckenzie, de 27 anos, foram encontrados mortos em um apartamento localizado no bairro Batel, região nobre de Curitiba, na noite do último sábado, 19 de julho. Ambos apresentavam ferimentos causados por arma de fogo.
De acordo com informações preliminares da Polícia Civil do Paraná (PCPR), há indícios de que Ian teria efetuado disparos contra Anne e, em seguida, atentado contra a própria vida. No local, foram apreendidos uma pistola calibre 9mm, munições, pedras de cocaína, centenas de seringas utilizadas para o consumo de substâncias ilícitas, dois carregadores com extensores para 30 munições cada, um carregador caracol com capacidade para 50 munições, seis aparelhos celulares, duas balanças de precisão, um computador, um canivete, além de relógios e joias.
A delegada Magda Hofstaetter, responsável pela investigação, informou que todos os objetos foram encaminhados para análise pericial. “A polícia aguarda agora a conclusão dos laudos, para entender toda a dinâmica desse delito e qual teria sido a motivação para ele praticar esse crime contra ela”, declarou.
A ausência de testemunhas diretas dificulta o esclarecimento do caso. Segundo a delegada, vizinhos relataram ter ouvido barulhos durante a noite, mas acreditaram se tratar de fogos de artifício, motivo pelo qual não acionaram as autoridades. Apenas no dia seguinte, ao perceberem uma mancha suspeita em outro apartamento, os moradores comunicaram a polícia, que então realizou a perícia no local.
A PCPR informou que não há registros de crimes anteriores cometidos por Ian. Familiares da vítima relataram que Anne conheceu o americano no ano passado, durante uma viagem aos Estados Unidos, mas não forneceram mais detalhes sobre o relacionamento do casal, que era mantido principalmente por videochamadas.
Ainda segundo a delegada, não há relatos de desentendimentos prévios entre o casal. “Nenhum dos vizinhos relatou qualquer tipo de incômodo por parte do casal, relataram que eles eram bastante tranquilos”, afirmou.
Sobre a origem do armamento e se Ian possuía registro para a posse da pistola e dos carregadores, a polícia informou que ainda não há informações. Os celulares apreendidos serão analisados e, caso surjam novos elementos, as providências cabíveis serão adotadas.
A investigação segue em andamento e aguarda a conclusão dos laudos periciais para elucidar a dinâmica e a motivação do crime.
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