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Você compartilha capacete? Entenda como essa prática pode causar doenças dermatológicas e respiratórias

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Sem a devida higienização, o acessório, pode provocar reações cutâneas, alergias e infecções. O calor e o suor acumulado já são o suficiente para...
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Fonte: Pexels

Por Katiane Fermino

Atualizado em

Em média, são registradas mais de 30 milhões de corridas de moto por aplicativos, por dia no mundo. E com isso, o uso de capacetes compartilhados tornou-se comum em diversas cidades. Embora seja um hábito prático, a conduta pode apresentar riscos invisíveis à saúde, especialmente à pele e ao sistema respiratório.

Sem a devida higienização, o acessório, pode provocar reações cutâneas, alergias e infecções. O calor e o suor acumulado já são o suficiente para causar irritações, mesmo em um curto período de tempo, essa combinação entre umidade, resíduos de pele e ambiente abafado, favorecem a proliferação de micro-organismos.

Se a sua pele for sensível ou sua imunidade for baixa, redobre a atenção! Pois entre as doenças mais comuns associadas ao uso coletivo de capacetes, estão as infecções fúngicas no couro cabeludo, foliculites bacteriana, pediculose (piolhos) e impetigo, uma infecção superficial da pele.

O ambiente quente e abafado dentro do capacete, somado à umidade, favorece o surgimento de espinhas, cravos, irritações, descamação e pode agravar quadros como a dermatite seborreica. O problema é ainda mais frequente em regiões de clima quente e úmido. Além das doenças de pele, o capacete compartilhado também pode se tornar um vetor de contaminação respiratória. A presença de gotículas de saliva, suor e secreções pode transmitir vírus e bactérias respiratórias, especialmente se o equipamento for usado por várias pessoas em sequência, sem nenhum tipo de limpeza.

Sintomas

Coceira, irritação, espinhas, descamação, queda de cabelo localizada, tosse, espirros e dor de garganta são sintomas que não devem ser ignorados. O atendimento médico especializado ajuda a identificar precocemente possíveis infecções e evitar complicações. Com diagnóstico rápido, o tratamento se torna mais simples e eficaz, seja ele tópico, oral ou preventivo.

Recomendações

Faça uso de toucas ou bandanas por baixo do capacete, higienize, o mesmo, com álcool 70% ou antissépticos, e, sempre que possível, evite o compartilhamento. Caso não haja alternativa, é fundamental observar possíveis sinais de alerta.

Em caso de sintomas, procure imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Fonte: CM7Brasil

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