
PRF alerta para excesso de velocidade após capotamento na BR-277, em Cascavel
Segundo Salgueiro, o condutor, um jovem de 23 anos, relatou que trafegava no sentido Foz do Iguaçu e perdeu o controle do veículo ao tentar realizar...
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Por Diego Cavalcante

O capotamento de um Volkswagen Gol na manhã desta segunda-feira (21), na marginal da BR-277, nas proximidades do aeroporto de Cascavel, levantou um alerta importante sobre segurança viária. O inspetor Ricardo Salgueiro, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), concedeu entrevista no local e reforçou que a alta velocidade e a imprudência continuam sendo causas recorrentes de acidentes graves na região.
Segundo Salgueiro, o condutor, um jovem de 23 anos, relatou que trafegava no sentido Foz do Iguaçu e perdeu o controle do veículo ao tentar realizar uma ultrapassagem. O carro saiu da pista, capotou e acabou atingindo a grade e a grade de uma empresa às margens da via. Apesar da gravidade da cena, o motorista saiu ileso, graças ao uso do cinto de segurança, e dispensou atendimento médico, acionando por conta própria um guincho particular para a remoção do automóvel.
Durante a entrevista, o inspetor fez duras críticas às condições da marginal da rodovia, classificando a sinalização horizontal como “bastante precária”. Segundo ele, o trecho exige maior atenção dos motoristas, e não maior velocidade — algo que, infelizmente, não é observado no dia a dia.
— “O fluxo dela é intenso, ela não oferece as melhores condições. As marcas no pavimento são precárias, o que exige aumento do nível de atenção e não do nível de velocidade, e não é o que a gente percebe aqui no local”, declarou Salgueiro.
O policial também destacou que, apesar de a rodovia principal contar com excelente infraestrutura — pista dupla, reta e com divisor físico — a velocidade máxima permitida no trecho é de 80 km/h, e não 110 km/h, como muitos acreditam.
— “A pista é boa, está numa reta, é duplicada, e o que as pessoas pensam? ‘Vou pisar fundo, tirar o atraso’ — e o resultado às vezes são esses sinistros”, alertou.
Outro ponto sensível apontado pelo inspetor é a ausência de passarelas para pedestres no local. A travessia direta da pista eleva o risco de atropelamentos, o que torna ainda mais necessária a obediência ao limite de velocidade.
A PRF segue orientando condutores sobre a importância da direção defensiva e do respeito à sinalização, especialmente em trechos urbanos ou com infraestrutura limitada.
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