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Moedas Globais: dólar sobe após dados firmes nos EUA ampliarem dúvidas sobre cortes do Fed

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,35%, a 98,734 pontos. Por...

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Por Agência Estado

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O dólar operou em alta nesta quinta-feira, 17, revertendo as perdas da véspera, impulsionado por dados econômicos acima do esperado nos Estados Unidos e ainda repercutindo declarações feitas nesta quarta, 16, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nas quais negou a intenção de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Comentários de dirigentes do BC americano e expectativas quanto à divulgação de novas “cartas tarifárias” do republicano seguiram no radar de investidores.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em alta de 0,35%, a 98,734 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), a divisa americana subia a 148,58 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1600 e a libra operava estável a US$ 1,3418.

Apesar do alívio recente no dólar, analistas seguem atentos à perspectiva de médio prazo para a moeda americana. Para Marc Cogliatti, da Validus Risk Management, a tendência estrutural de enfraquecimento do dólar ainda não foi revertida, mesmo com o movimento de alta de hoje.

“A demanda por ativos de segurança pode sustentar o dólar no curto prazo, diante da menor disposição ao risco, mas investidores estrangeiros continuam a diversificar suas posições fora dos EUA”, afirmou.

Segundo ele, a instabilidade gerada por incertezas fiscais e políticas, como os comentários de Trump sobre a possível demissão de Powell e a retomada da agenda tarifária, tende a alimentar fluxos de saída.

O impulso de hoje veio principalmente das vendas no varejo dos EUA, que superaram as projeções em junho, e da queda acima do esperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego.

A Sucden Financial, por sua vez, aponta que o euro pode estar perto de um ponto de inflexão técnica. A casa vê espaço para o DXY avançar a 99,00 ou 100,00 pontos, o que poderia pressionar o euro até US$ 1,14. No entanto, uma queda sustentada abaixo desse nível exigiria sinais mais concretos de deterioração na economia da zona do euro, ainda “ausentes” para a instituição. A Eurostat divulgou hoje que a taxa anual do CPI da zona do euro acelerou para 2% em junho, ante 1,9% em maio.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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