
“Preço explode e não tem médico!”: cliente critica plano Humana Saúde
A ação ainda está em andamento, mas a história serve como alerta: antes de contratar um plano, é fundamental verificar a rede credenciada real na sua cidade, compreender todas as cláusulas de reajuste...
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Por Redação CGN
Uma moradora de Cascavel (PR) decidiu levar à Justiça sua revolta com o plano de saúde Humana Saúde, após meses de frustração com o serviço prestado. Segundo a consumidora, que contratou o plano em agosto de 2023, a operadora não atendeu seu pedido de cancelamento feito no final de 2024 e ainda continuou cobrando mensalidades. O caso virou uma ação judicial.
A cliente relata que optou pelo plano coletivo empresarial para ela e o marido, acreditando estar fazendo um bom negócio. Mas, segundo afirma na petição, “apesar da classificação como plano de saúde coletivo empresarial, o contrato conta com dois membros da mesma família”, e o valor da mensalidade acabou pesando totalmente no bolso da família.
O problema ficou ainda mais grave, segundo a ação, quando ela tentou utilizar os serviços. “Sempre que a autora precisava, não havia médico que atendesse via o plano da Ré”, afirma o texto. A falta de médicos credenciados em Cascavel fez com que a consumidora tivesse que pagar por atendimentos particulares — o que, para ela, representa falha grave na prestação de serviço.
Reajuste “extorsivo” e mudança de plano sem aviso
Outro ponto polêmico apontado na ação é o valor das mensalidades. A autora denuncia o que chama de aumento desproporcional: “As cláusulas de reajuste por faixa etária e anual recebem correção extorsiva e depois o preço EXPLODE”, escreveu, com destaque em letras maiúsculas. Segundo ela, essas informações não foram devidamente esclarecidas no momento da contratação.
Além disso, a cliente afirma que a Humana Saúde realizou uma alteração no plano contratado, de forma unilateral, em maio de 2024, sem seu consentimento. “Foi perceptível que a própria ré alterou o contrato […] de forma unilateral, sem aval da autora”, diz a petição. Sentindo-se desrespeitada, ela então notificou a operadora e pediu o cancelamento.
Mesmo após a solicitação, a cobrança continuou. Indignada, ela decidiu buscar a Justiça para tentar resolver o impasse.
Operadora se defende
Na contestação apresentada ao Juizado Especial Cível de Cascavel, a Humana Saúde sustenta que a cliente foi orientada corretamente sobre o procedimento de cancelamento, que exigia o preenchimento e envio de um formulário. A empresa argumenta que, como esse documento não foi enviado, o contrato permaneceu ativo, tornando legítimas as cobranças.
Segundo a operadora, o plano oferecia rede credenciada suficiente em Cascavel e seguia todos os parâmetros da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em relação a reajustes. A empresa ainda pede na Justiça o pagamento das mensalidades em atraso.
Questão de interesse coletivo
O caso levanta discussões que afetam consumidores em todo o país: promessas não cumpridas, reajustes considerados abusivos e dificuldade para cancelar contratos. A autora do processo, como milhares de brasileiros, afirma que se sentiu desamparada mesmo pagando caro por um serviço essencial.
A ação ainda está em andamento, mas a história serve como alerta: antes de contratar um plano, é fundamental verificar a rede credenciada real na sua cidade, compreender todas as cláusulas de reajuste e garantir protocolos formais em caso de cancelamento. E, principalmente, não hesitar em recorrer aos seus direitos.
A CGN seguirá acompanhando o processo.
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