
Delegado fala sobre complexidade de investigação sobre morte de Israel Wilian: “havia somente ali um corpo jogado”
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e um de prisão. De acordo com o delegado, no decorrer das buscas, uma segunda pessoa envolvida...
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Por Fábio Wronski
O delegado André Rosa Silva, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), informou nesta terça-feira sobre o cumprimento de quatro mandados judiciais contra suspeitos envolvidos no sequestro e homicídio de Israel Wilian dos Santos Silva, de 36 anos. O crime ocorreu em 19 de junho deste ano, quando a vítima foi sequestrada em frente à própria residência e mantida em cativeiro por algumas horas. Dois dias depois, o corpo de Israel foi localizado na Estrada da Graciosa, entre os quilômetros 10 e 11, no município de Morretes, litoral do Estado. Segundo as investigações, a morte teria ocorrido ainda no mesmo dia do sequestro.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e um de prisão. De acordo com o delegado, no decorrer das buscas, uma segunda pessoa envolvida no homicídio foi identificada e presa em posse da arma de fogo utilizada no crime. “Os dois autores desse homicídio foram identificados, foram presos e uma terceira pessoa, uma mulher, que estava na posse da arma de fogo também foi presa em decorrência desse flagrante”, afirmou André Rosa Silva. A arma, um revólver calibre .38 com numeração raspada, foi apreendida. O veículo utilizado no crime, um Prisma prata, também foi localizado e encaminhado para a delegacia, onde passará por perícia para verificação de vestígios de sangue.
As investigações foram consideradas complexas pela Polícia Civil. Inicialmente, o caso foi tratado como desova, pois o corpo foi encontrado em Morretes, levantando a suspeita de que o homicídio teria ocorrido em outro local. O delegado destacou a colaboração da equipe de Campina Grande do Sul, que forneceu imagens de câmeras de monitoramento do bairro onde ocorreu o sequestro e das entradas e saídas da cidade, facilitando a identificação do veículo utilizado no crime.
Outro fator que contribuiu para o avanço das investigações foi o fato de um dos autores estar utilizando tornozeleira eletrônica, em decorrência de condenação anterior por homicídio em Pontal. “Esse conjunto de fatores fizeram com que a gente chegasse nos autores desse crime”, explicou o delegado.
A motivação do homicídio ainda é incerta. Conforme relato do delegado, há indícios de que Israel Wilian dos Santos Silva tenha sido morto por engano. Testemunhas relataram que, no momento do crime, os executores chegaram à residência chamando por outros familiares da vítima, especificamente pelo irmão e pelo pai. “Como foi o Israel que atendeu a porta, eles disseram assim, o relato da testemunha é nesse sentido, de que não era ele, mas vai ele mesmo. E aí levaram ele sequestrado”, relatou o delegado. Tanto o sequestro quanto o homicídio teriam ocorrido no dia 19 de junho, com o corpo sendo encontrado apenas no dia 21.
Os três suspeitos presos possuem antecedentes criminais. Um deles, apontado como possível executor, já havia sido condenado por homicídio e utilizava tornozeleira eletrônica. O outro também possui passagens pela polícia.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer a motivação do crime e apurar se há outros envolvidos.
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