‘Pessoas estão se afastando’, diz Paolla Oliveira sobre reação a Heleninha em ‘Vale Tudo’

Apesar da boa recepção por parte do público, Paolla se surpreendeu com as diferentes reações. Segundo ela, esperava mais identificação com a personagem, mas notou que...

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Por Agência Estado

A personagem Heleninha, interpretada por Paolla Oliveira no remake de Vale Tudo, viverá um dos momentos mais intensos da trama nos próximos dias. A artista plástica, que enfrenta o alcoolismo, entra em uma fase ainda mais delicada com o agravamento da crise em seu casamento com Ivan (Renato Góes), especialmente após a reaproximação dele com Raquel (Taís Araujo).

Apesar da boa recepção por parte do público, Paolla se surpreendeu com as diferentes reações. Segundo ela, esperava mais identificação com a personagem, mas notou que o tema ainda é cercado de preconceitos.

“Me deparei com gente achando que o alcoolismo é uma doença de super-ricos, privilegiados. Em vez de se aproximarem da Heleninha, essas pessoas estão se afastando, julgando. Em contrapartida, vejo muita gente entendendo. O importante é abordar o tema. Se a gente não levanta a bola, não tem jogo”, afirmou em entrevista ao jornal Extra.

Para a atriz, o papel representa um grande desafio profissional e pessoal. Ela compartilhou sua vivência ao interpretar uma personagem alcoolista, e destacou a complexidade e a delicadeza do tema.

“O que eu mais faço o tempo todo é não sair do foco de transmitir a delicadeza e a intensidade desse problema”, contou.

Paolla detalhou que ouviu relatos de pessoas que convivem com a doença, participou de reuniões dos Alcoólicos Anônimos e consultou especialistas, como psicólogos e psiquiatras. Além disso, contou com a orientação de dois adictos em recuperação há mais de 30 anos. “Tô vendo muito de perto. Tenho sido procurada por quem tem a doença. Sou alimentada por histórias reais”, revelou.

A atriz também compartilhou que tem familiar com a doença, embora não tenha contato direto com essa pessoa no cotidiano. “Ela está bem, mas não se livra, né? É um problema que não tem cura. O caso é diferente da maioria dos que eu costumo ouvir falar, tem um acolhimento. A doença tem vários níveis, os estragos podem ser diferentes. Mas essa está ali, eu vejo a batalha”, disse.

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