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CNA: acordo Mercosul-Efta é estratégico para inserção do agronegócio brasileiro

Em nota, a entidade afirma que o acordo vai representar uma oportunidade para o setor agropecuário nacional, especialmente para produtos de maior valor agregado, como alimento...

Publicado em

Por Agência Estado

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que o acordo entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), concluído há uma semana, é “estratégico” para o agronegócio brasileiro.

Em nota, a entidade afirma que o acordo vai representar uma oportunidade para o setor agropecuário nacional, especialmente para produtos de maior valor agregado, como alimento gourmet, orgânicos, bebidas e alimentos com indicação geográfica. Isso porque os países que compõem a Efta – Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein – “estão entre as economias com maior renda mundial e possuem consumidores com alto poder aquisitivo com PIB per capita médio de US$ 85 mil”, destacou a CNA.

Os países do Efta importaram US$ 455 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, sobretudo de soja em grãos, café verde e farelo de soja, conforme dados divulgados pela CNA.

Para o presidente da CNA, João Martins, o acesso do agronegócio brasileiro às economias da Efta permitirá ampliar o comércio internacional dos produtos agropecuários e diversificar mercados. “A CNA acredita que a consolidação de acordos comerciais com parceiros estratégicos é essencial para o crescimento sustentável do Brasil, especialmente em um cenário internacional marcado pelo aumento do protecionismo”, disse Martins, em ofício encaminhado ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.

A CNA citou, ainda, o fomento de investimentos bilaterais, transferência tecnológica e parcerias em áreas como inovação e sustentabilidade. Entre os produtos brasileiros com potencial de acesso ao mercado da Efta, a partir do acordo, a CNA destaca café especial e industrializado; frutas tropicais e processadas (manga, mamão, abacaxi e açaí, além de polpas e sucos); vinhos e queijos com indicação geográfica; carnes premium (carne bovina de raças especiais e cortes nobres de frango e suíno) e produtos sustentáveis e orgânicos (mel orgânico, castanhas da Amazônia, óleos vegetais especiais).

Outro benefício para o agronegócio brasileiro, segundo a CNA, será a eliminação imediata de tarifas para 95% dos produtos agrícolas brasileiros e cotas preferenciais para alguns produtos, como a carne bovina. Produtos como cebolas, leite condensado, suínos vivos, carnes de frango refrigeradas, farinhas de carne e ossos e flores terão tarifas reduzidas, hoje algumas são superiores a 1.000%, observa a entidade.

O acordo também dispõe sobre o mecanismo de “pre-listing” quanto ao modelo sanitário a ser adotado entre os blocos, o que é visto com bons olhos para dar agilidade ao processo. surge como uma inovação importante do acordo, permitindo o reconhecimento prévio do sistema brasileiro de inspeção sanitária. A medida trará agilidade para as exportações de carnes e outros produtos alimentícios.

A previsão do governo brasileiro é de que o acordo seja assinado ainda neste ano, após revisão jurídica dos textos que compõem o tratado. “O acordo do Mercosul com a Efta poderá servir como catalisador para o avanço do processo de ratificação do acordo com a União Europeia, ao demonstrar a capacidade do bloco sul-americano de firmar compromissos comerciais modernos, equilibrados e sustentáveis com parceiros desenvolvidos”, observou a CNA, na nota.

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