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Pescador encontra espada medieval em rio na Polônia

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A arma de metal tinha uma lâmina bem preservada, um punho esférico e um símbolo em forma de cruz no cabo.
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Stołeczny Konserwator Zabytków

Por Diego Cavalcante

Atualizado em

O passeio de um pescador em Varsóvia, na Polônia, se transformou em uma descoberta rara. Na semana passada, às margens do rio Vístula, Andrzej Korpikiewicz encontrou uma espada medieval praticamente inteira, enterrada a poucos centímetros da superfície da água.

A arma de metal tinha uma lâmina bem preservada, um punho esférico e um símbolo em forma de cruz no cabo. Segundo relatado ao blog The History, quando achou o objeto coberto por sanguessugas, caracóis e camarões, o homem achou ser um pedaço de vergalhão ou uma dobradiça, mas ao se aproximar, percebeu que poderia ser algo mais valioso.

Após a constatação, Korpikiewicz consultou um amigo que trabalha com detectores de metais, que o orientou a manter a espada úmida para evitar danos e acionar as autoridades para buscar o possível artefato histórico.

Foi o que o pescador fez: ele molhou camisetas com as águas do rio, envolveu a espada nos tecidos e a guardou no carro durante a noite. No dia seguinte, ele entregou o objeto às autoridades polonesas.

Confirmação e hipóteses

Em entrevista à agência estatal polonesa PAP, o especialista do Conservador de Monumentos de Varsóvia, Michał Krasucki, confirmou que a espada era da época medieval, embora sua origem exata ou a quem pertenceu ainda não esteja claro.

“É ótimo que o pescador soube o que fazer. Ele trouxe o artefato ao nosso escritório e confirmamos que se trata de uma espada medieval. Saberemos mais informações após uma análise mais aprofundada. É fato que Vístula ainda guarda muitos segredos”, destaca Krasucki.

O símbolo religioso presente na espada era uma cruz pátea, com braços triangulares. Antigamente, ele foi utilizado por várias ordens de cavalaria religiosas, como os Cavaleiros Templários e os Cavaleiros Hospitalários. No entanto, especialistas especulam que a cruz pode estar relacionada à marca da oficina que fabricou a espada ou até a uma benção simbólica no artefato.

Agora, o objeto histórico medieval foi enviado à Oficina de Conservação de Metais do Museu Arqueológico Estadual, onde será preservado e analisado. Ainda de acordo com Krasucki, o curso variável do rio Vístula pode ter transportado a espada de outro local, dificultando o trabalho para precisar o ponto original onde a espada foi perdida ou descartada.

Com informações do Metrópoles

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