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Imagem referente a Menino autista de 4 anos é encontrado amarrado no banheiro; professora é presa por tortura
Foto: Reprodução/Banda B

Menino autista de 4 anos é encontrado amarrado no banheiro; professora é presa por tortura

O caso foi flagrado durante uma ação conjunta do Conselho Tutelar e da Guarda Municipal, após uma denúncia anônima....

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Por Fábio Wronski

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Imagem referente a Menino autista de 4 anos é encontrado amarrado no banheiro; professora é presa por tortura
Foto: Reprodução/Banda B

Uma cena estarrecedora chocou Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta segunda-feira (7). Um menino de apenas quatro anos, que é diagnosticado com transtorno do espectro autista nível 3 e não verbal, foi encontrado amarrado em uma cadeira dentro do banheiro de uma escola particular do município.

O caso foi flagrado durante uma ação conjunta do Conselho Tutelar e da Guarda Municipal, após uma denúncia anônima.

A criança estava com os punhos amarrados com barbante e uma cinta na cintura. A professora responsável pela ação foi autuada em flagrante pelo crime de tortura e passará por uma audiência de custódia nesta terça-feira (8). A coordenadora da escola também foi encaminhada à delegacia, mas liberada após prestar depoimento.

De acordo com a advogada da família do menino, ele frequenta a escola há três anos e os pais desconheciam qualquer tipo de abuso.

“Os pais não sabiam, eles tomaram conhecimento pelo Conselho Tutelar. Foi uma denúncia feita ao Conselho. A Guarda Municipal pegou a escola em flagrante, ele estava amarrado no banheiro. Uma criança de quatro anos, com nível 3 de autismo, e que frequenta a escola há três anos. Quando o Conselho se deparou com a criança amarrada, comunicou os pais”, afirmou a advogada Daniely Mulinari.

A advogada ainda revelou que o caso pode não ter sido um fato isolado. “Recebemos outras denúncias de que, na sexta-feira, a criança também passou por essa situação. Era algo que já vinha acontecendo. Veio uma professora, que foi autuada por tortura, está presa. Os demais funcionários nem chegaram a vir. Tivemos conhecimento da omissão de socorro de vários. É algo absurdo, cruel e sem qualquer justificativa. Eu não vou sossegar até conseguir Justiça pra essa família. Que essa escola seja fechada. Ela não tem a mínima condição de continuar aberta”, disse.

Os pais do menino estão inconsoláveis e pedem Justiça. “Nenhuma mãe vai imaginar que acontece isso em uma escola. Estou muito indignada e quero que todos sejam presos e a escola feche”, declarou Mirian De Oliveira Ambrósio, a mãe da criança.

O pai também desabafou. “É um absurdo. Uma total falta de humanidade. Eles reclamavam do comportamento dele. Mas nunca falaram que não tinham condições de ficar com ele. A gente não sabe desde quando ele estava passando por essa situação. Eu ainda não consegui digerir isso. É uma sensação de injustiça e pura maldade”, declarou Augusto Ambrósio.

Funcionários do Conselho Tutelar ficaram em choque

Monica Geawlak, do Conselho Tutelar, relatou o momento do flagrante. “A gente recebeu uma denúncia e, junto com a Guarda Municipal, fizemos a diligência. Fomos recebidos pela coordenadora e já fomos ao banheiro. Quando chegamos, a gente já constatou a situação, que foi bem chocante”, relembra.

“Em dez anos de Conselho Tutelar, eu nunca encontrei uma situação dessa”, disse Vanderlei Chefer.

O inquérito deve apurar ainda a responsabilidade de outros funcionários da escola, que ainda não se manifestou sobre o caso.

As informações são da Banda B.

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