
Novo nome esquenta disputa e embaralha corrida ao governo do Paraná, aponta Paraná Pesquisas
Chama atenção a presença de Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa que aparece com 9,5% das menções de voto....
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Por Redação CGN

A mais recente pesquisa de opinião do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 3 e 6 de julho de 2025, revelou um cenário em transformação na política paranaense. Com o pleito estadual de 2026 se aproximando, os dados apontam para uma disputa ainda em aberto, marcada por movimentos relevantes tanto no campo governista quanto na oposição.
Entre os nomes testados para o Governo do Estado, o ex-juiz Sergio Moro lidera com 41,0% das intenções de voto, seguido por Beto Richa (17,1%). No entanto, chama atenção a presença de um novo nome que vem crescendo na preferência popular: Alexandre Curi, atual presidente da Assembleia Legislativa, aparece com 9,5% das menções, ultrapassando inclusive o presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri (2,9%), que apesar da visibilidade nacional e do alinhamento com o governo federal, não conseguiu até aqui converter seu cargo institucional em apoio nas urnas.
Disputa pelo Senado: novos nomes avançam
Curi também aparece com destaque na corrida pelo Senado, figurando em segundo lugar com 26,8% das intenções de voto, atrás apenas de Alvaro Dias (43,8%) e à frente de Filipe Barros (25,3%), Cristina Graeml (21,2%) e Zeca Dirceu (10,8%). O desempenho é especialmente expressivo entre eleitores com ensino superior, onde alcança 30,3%, o que reforça sua penetração junto a públicos de maior escolaridade.
Embora não tenha se colocado oficialmente como pré-candidato, o nome de Curi começa a ganhar espaço em meio aos eleitores que demonstram aprovação à gestão estadual. Em uma simulação de segundo turno contra Sergio Moro, seu percentual salta para 37,8% quando é explicitado o apoio do governador Ratinho Junior – um dos políticos mais bem avaliados do país atualmente.
Senador (ESTIMULADA – RM):
- Alvaro Dias: 43,8%
- Alexandre Curi: 26,8%
- Filipe Barros: 25,3%
- Cristina Graeml: 21,2%
- Zeca Dirceu: 10,8%
- Nenhum/Branco/Nulo: 13,4%
- Não sabe/Não opinou: 7,2%
Desempenho modesto de Enio Verri
Por outro lado, chama atenção o desempenho modesto do atual presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri (PT), que figura nas pesquisas com índices muito baixos em todos os cenários testados. Mesmo ocupando um cargo de grande visibilidade e tendo o apoio do governo federal, Verri registra apenas 2,9% das intenções de voto para o Governo do Estado no cenário 2 da pesquisa estimulada.
O resultado revela dificuldades de prestígio institucional para respaldo eleitoral direto. A situação de Verri sugere um distanciamento entre a influência da estrutura federal e a preferência do eleitorado paranaense, que parece priorizar perfis mais próximos da política estadual e do cotidiano local.
Avaliação do Governo Ratinho Junior é amplamente positiva
Um dos dados centrais da pesquisa é a alta aprovação da gestão do governador Ratinho Junior (PSD). Segundo o levantamento, 81,4% dos eleitores afirmam aprovar sua administração, enquanto apenas 15,1% a desaprovam. No recorte por avaliação qualitativa, 67% classificam o governo como “ótimo” ou “bom”.
Esse índice de aprovação se manteve estável ao longo dos últimos anos, confirmando a solidez da imagem do governador junto à população. Os dados reforçam a força política de Ratinho Junior no estado e indicam que seu apoio será um ativo eleitoral relevante em 2026.
Aprovação da gestão:
- Aprova: 81,4%
- Desaprova: 15,1%
- Não sabe/Não opinou: 3,6%
Avaliação da gestão:
- Ótima: 27,8%
- Boa: 39,2%
- Regular: 22,7%
- Ruim: 4,1%
- Péssima: 5,2%
- Não sabe/Não opinou: 1,1%
Apoio de Ratinho Junior impulsiona pré-candidatos
Em um eventual segundo turno contra Sergio Moro, Alexandre Curi, quando associado ao apoio explícito de Ratinho Junior, sobe para 37,8% das intenções de voto, reduzindo significativamente a diferença para Moro (48,7%). Sem esse apoio, Curi aparece com 25,3% no mesmo cenário. A diferença evidencia o peso do governador como avalista político.
A base governista, portanto, tende a exercer papel central na eleição, e nomes vinculados a essa estrutura, com histórico de articulação legislativa e postura moderada, ganham força à medida que o processo eleitoral se aproxima.
Caminho aberto para renovação com equilíbrio
A pesquisa sugere que, embora figuras tradicionais ainda detenham forte capital político, há espaço crescente para novos nomes com perfil técnico, diálogo regional e articulação com a atual gestão estadual. O eleitorado parece buscar um equilíbrio entre continuidade e renovação, sinalizando uma transição gradual, mas firme.
Com mais de um ano até as eleições, o cenário ainda é aberto, mas já aponta para disputas polarizadas e competitivas, onde a solidez administrativa e o alinhamento político com lideranças locais podem ser determinantes para o sucesso nas urnas.
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