América do Sul x Europa: quem foi melhor nos confrontos do Mundial? Veja o que dizem os números

Quatro das seis equipes vinculadas à Conmebol avançaram às oitavas de final, todas elas do Brasil: Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Os gigantes argentinos River Plate...

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Por Agência Estado

Para além da briga pelo título, o Mundial de Clubes reserva uma disputa particular entre europeus e sul-americanos. Enquanto os times do Velho Continente, em fim de temporada, reclamam do calor nos Estados Unidos e tratam a competição com certo desdém, do lado de cá do Oceano Atlântico as equipes põem em jogo a tradição de suas camisas e redefinem uma ideia de ampla hegemonia das grifes internacionais, cujo poder financeiro permite tirar craques de Brasil e Argentina cada vez mais cedo.

Quatro das seis equipes vinculadas à Conmebol avançaram às oitavas de final, todas elas do Brasil: Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo. Os gigantes argentinos River Plate e Boca Juniors ficaram pelo caminho. Entre os 12 clubes da Uefa, oito já garantiram vaga. Real Madrid e Salzburg ainda disputam a classificação.

Foram sete partidas entre europeus e sul-americanos na primeira fase do Mundial, com duas vitórias para cada lado e sete empates. Em números gerais, como era de se esperar, os times da Uefa ficaram mais com a bola e ficaram mais perto do gol do que os sul-americanos. O levantamento não leva em consideração os dados de Inter de Milão 2 x 0 River Plate, que ainda não foram divulgados pela Fifa até a publicação desta matéria.

Os empates sem gols de Palmeiras x Porto e Fluminense x Borussia Dortmund “confirmaram” a tese de que os principais times do Brasil fazem frente às equipes que oscilam entre a primeira e a segunda prateleira da Europa. Paulistas e cariocas tiveram mais finalizações do que seus adversários (17 a 12, e 14 a 7) e por pouco não saíram de campo com os três pontos.

A hipótese ganhou ainda mais força após o Flamengo vencer o Chelsea, de virada, por 3 a 1. Ingleses e brasileiros tiveram estatísticas parecidas em posse de bola (44% do time rubro-negro a 49,7% da equipe londrina) e números aproximados de arremates à baliza (14 a 11), mas a eficiência dos cariocas garantiu o resultado.

Por outro lado, a impactante vitória do Botafogo sobre o Paris Saint-Germain, atual campeão da Champions League e considerado o melhor time do mundo na atualidade, provou que uma estratégia muito bem definida e uma execução impecável podem fazer os sul-americanos vencerem qualquer adversário.

Os cariocas finalizaram somente quatro vezes, mas encontraram o caminho do gol. Diferentemente dos franceses, que viram o goleiro John fazer apenas duas defesas durante toda a partida e, mesmo com ampla posse de bola (68% a 24,1%), tiveram o menor número de finalizações da equipe em toda a temporada: 15.

Os argentinos, que ficaram para trás dos brasileiros inclusive na Copa Libertadores, não tiveram o mesmo desempenho no Mundial. Os “hermanos” não venceram sequer uma partida. Apoiado por uma torcida que compareceu em massa nos EUA, o Boca protagonizou momentos distintos, quase arrancando um empate com o Bayern de Munique, mas ficando na igualdade com o literalmente amador Auckland City.

Os europeus ainda são os favoritos ao título, especialmente o PSG, Real Madrid, Bayern e Manchester City, os times de maior investimento na competição. As oitavas de final reservam pelo menos mais dois duelos entre brasileiros e times da Uefa. Flamengo e Fluminense enfrentam Bayern e Inter de Milão, respectivamente, por uma vaga nas quartas. Já quem passar do confronto Palmeiras x Botafogo encara o vencedor de Benfica x Chelsea.

Confira as estatísticas dos sul-americanos contra europeus na 1ª fase do Mundial:

EUROPA 2 X 2 AMÉRICA DO SUL (3 EMPATES)
Posse de bola: 54,1 x 37,1
Chutes: 10,5 (3,1) x 10,8 (4,8)
Passes: 539,5 (480) x 321,5 (293,5)
Recepções no terço final: 148,6 x 80,3
Ações no terço final: 17,8% x 13,8 %
Pressões defensivas: 192 x 281,3

PALMEIRAS 0 X 0 PORTO
Posse de bola: 48,7% x 40,6%
Chutes: 17 (6) x 12 (3)
Passes: 409 (340) x 337 (272)
Recepções no terço final: 149 x 67
Ações no terço final: 22% x 11%
Pressões defensivas: 191 (45) x 198 (40)

BOCA JUNIORS 2 X 2 BENFICA
Posse de bola: 34,6% x 54,4%
Chutes: 10 (2) x 7 (3)
Passes: 292 (205) x 431 (371)
Recepções no terço final: 54 x 131
Ações no terço final: 12% x 20%
Pressões defensivas: 223 (64) x 143 (33)

FLUMINENSE 0 X 0 BORUSSIA DORTMUND
Posse de bola: 45,2% x 47,7%
Chutes: 14 (6) x 7 (3)
Passes: 497 (420) x 589 (520)
Recepções no terço final: 115 x 128
Ações no terço final: 18% x 13%
Pressões defensivas: 296 (60) x 292 (40)

PSG 0 X 1 BOTAFOGO
Posse de bola: 68% x 24,1%
Chutes: 15 (2) x 4 (4)
Passes: 766 (706) x 278 (215)
Recepções no terço final: 256 x 32
Ações no terço final: 25% x 8%
Pressões defensivas: 164 (43) x 393 (70)

FLAMENGO 3 X 1 CHELSEA
Posse de bola: 44% x 49,7%
Chutes: 14 (8) x 11 (4)
Passes: 453 (399) x 448 (398)
Recepções no terço final: 92 x 87
Ações no terço final: 15% x 15%
Pressões defensivas: 218 (50) x 215 (40)

BAYERN DE MUNIQUE 2 X 1 BOCA JUNIORS
Posse de bola: 64,3% x 26%
Chutes: 11 (4) x 6 (3)
Passes: 666 (617) x 251 (182)
Recepções no terço final: 223 x 40
Ações no terço final: 23% x 8%
Pressões defensivas: 142 (34) x 367 (68)

INTER DE MILÃO 2 X 0 RIVER PLATE
Dados ainda não divulgados

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