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Créditos de carbono: proposta quer Cascavel vendendo ar puro no mercado global

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A proposta, fundamentada nos termos do artigo 143 do Regimento Interno da Casa de Leis, destaca que o mercado de créditos de carbono representa uma oportunidade concreta para que entes públicos colaborem no enfrentamento das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que geram receitas sustentáveis para os cofres municipais.
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Foto: Pexels / Ilustrativa

Por Silmara Santos

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Nessa quarta-feira (26) foi apresentada à Câmara Municipal de Cascavel a Indicação 1183/2025, de autoria do vereador Dr. Lauri. O documento solicita ao Chefe do Poder Executivo a realização de estudos de viabilidade para inserir o município de Cascavel no mercado de créditos de carbono, com o objetivo de comercializar créditos gerados pelas áreas florestais públicas sob propriedade municipal.

A proposta, fundamentada nos termos do artigo 143 do Regimento Interno da Casa de Leis, destaca que o mercado de créditos de carbono representa uma oportunidade concreta para que entes públicos colaborem no enfrentamento das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que geram receitas sustentáveis para os cofres municipais.

De acordo com a justificativa apresentada, Cascavel é reconhecida por seu compromisso ambiental e possui áreas de cobertura vegetal significativa, que podem ser objeto de conservação ambiental e, consequentemente, elegíveis para a geração de créditos de carbono. A valorização dos serviços ecossistêmicos prestados por essas áreas florestais municipais permitiria ao município transformar ativos ambientais em instrumentos de desenvolvimento econômico sustentável, fomentando políticas públicas voltadas à preservação, educação ambiental e enfrentamento das mudanças climáticas.

O texto ressalta ainda que a venda de créditos de carbono está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e às diretrizes de ESG, cada vez mais exigidas nos setores público e privado.

O estudo de viabilidade proposto deverá analisar o potencial de captura e estocagem de carbono dessas áreas, os requisitos legais, técnicos e ambientais, além da possibilidade de parcerias com instituições especializadas para certificação e comercialização dos créditos no mercado voluntário ou regulado. Segundo o vereador Dr. Lauri, trata-se de uma medida inovadora, estratégica e ambientalmente responsável.

A indicação solicita que o Executivo determine aos setores competentes a análise da proposta, visando à eventual implementação da iniciativa.

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