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Defesa diz que bebê morto em creche informal já estava doente e nega culpa

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O advogado Junior Ribeiro, representante do casal, informou que, após acesso ao prontuário médico oficial da Secretaria Municipal de Saúde, os documentos reforçam que Gael apresentava um quadro clínico delicado e vinha recebendo atendimento médico frequente nas semanas anteriores à morte.
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Foto: Colaboração/Banda B

Por Fábio Wronski

Atualizado em

A defesa do casal responsável pela residência onde funcionava uma creche informal no bairro Tatuquara, em Curitiba, se pronunciou oficialmente nesta quarta-feira (25) acerca da morte do bebê Gael Henry Cunha de Oliveira, de quatro meses. O óbito, ocorrido em maio, gerou comoção e motivou investigações sobre as circunstâncias do falecimento.

O advogado Junior Ribeiro, representante do casal, informou que, após acesso ao prontuário médico oficial da Secretaria Municipal de Saúde, os documentos reforçam que Gael apresentava um quadro clínico delicado e vinha recebendo atendimento médico frequente nas semanas anteriores à morte. Segundo a defesa, os registros indicam que o bebê manifestava sintomas como febre, tosse persistente, dificuldade respiratória, gemência, falta de apetite e otite. Em 28 de abril, houve suspeita de pneumonia, sendo prescrito corticoide (prednisolona) e recomendada a volta ao médico caso os sintomas se agravassem.

Outro ponto levantado pela defesa diz respeito à alimentação da criança. Conforme consta no prontuário, Gael era alimentado com leite artificial misturado com mucilon. Segundo o advogado, essa combinação pode ter contribuído para um quadro de engasgamento ou refluxo, especialmente diante do histórico respiratório do bebê.

“O prontuário médico confirma que o bebê apresentava um quadro de saúde instável e vinha em tratamento recente. Isso reforça a tese de que a morte decorre de uma fatalidade, e não de negligência dos cuidadores”, afirmou Junior Ribeiro.

Sobre o funcionamento do local, o advogado esclareceu que não se tratava de uma creche formal, mas de uma residência onde o atendimento era realizado de maneira informal, a pedido espontâneo de pais da comunidade. De acordo com a defesa, várias famílias confiavam seus filhos aos cuidados do casal há anos.

O defensor também informou que o casal não está atualmente na comarca, mas responde ao processo criminal e mantém o compromisso de colaborar com a Justiça. “A Justiça deve atuar com base em provas, e não em pré-julgamentos. Nossos clientes sempre prestaram assistência às famílias e estão à disposição das autoridades para esclarecer os fatos”, declarou.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura se houve negligência ou omissão dos responsáveis. O laudo oficial sobre a causa da morte ainda não foi divulgado.

As informações são da Banda B.

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