
Óleo de soja perde feio: banha de porco é mais saudável, diz pesquisa
A pesquisa avaliou, durante 45 dias, os índices de colesterol de duas mulheres que consumiram, em suas principais refeições (almoço e jantar), pratos preparados exclusivamente com...
Publicado em
Por Silmara Santos

A escolha do óleo ideal para o preparo de alimentos é uma dúvida frequente entre consumidores, especialmente diante da variedade de opções disponíveis no mercado. Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade União das Américas, do Paraná, buscou esclarecer essa questão ao comparar a qualidade da banha de porco e do óleo de soja quanto aos impactos na saúde.
A pesquisa avaliou, durante 45 dias, os índices de colesterol de duas mulheres que consumiram, em suas principais refeições (almoço e jantar), pratos preparados exclusivamente com 80 gramas de um dos tipos de gordura: banha de porco ou óleo de soja.
Os resultados indicaram que a banha de porco apresentou desempenho superior ao óleo de soja quanto ao impacto nos níveis de colesterol. A participante que consumiu óleo de soja registrou aumento do colesterol LDL (conhecido como “colesterol ruim”) e dos triglicerídeos, além de uma redução de 20,5% no colesterol HDL, o chamado “colesterol bom”.
Em contrapartida, a voluntária que ingeriu refeições preparadas com banha de porco apresentou efeitos mais positivos, com redução dos níveis de LDL e triglicerídeos, além do aumento do HDL. “O consumo de banha neste caso foi mais benéfico que o óleo pois reduziu LDL, triglicerídeos e ainda aumentou HDL, mesmo que a dosagem de colesterol total com o consumo do óleo tenha diminuído”, relataram as autoras do estudo em artigo científico publicado em 2010.
A discussão sobre os efeitos das gorduras de origem animal e vegetal na saúde é constante. Enquanto óleos vegetais como canola e soja são ricos em gorduras insaturadas, a banha de porco, o óleo de coco e a manteiga são compostos predominantemente por gorduras saturadas. Segundo o nutricionista Renato França, em entrevista ao portal Metrópoles, essas gorduras saturadas toleram maiores temperaturas sem oxidar ou alterar sua composição química, o que as torna mais indicadas para preparos que exigem maior tempo de cozimento, como bifes.
O estudo contribui para o debate sobre as melhores escolhas de gorduras para o preparo de alimentos, destacando a importância de considerar não apenas a origem, mas também os efeitos metabólicos de cada tipo de óleo.
Fonte: Metrópoles
Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou