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Imagem compartilhada pelo pai ao elogiar o atendimento prestado ao seu filho

Gestos silenciosos de técnica em saúde acalmam criança autista e emocionam pai em UPA de Cascavel

"Depois que meu filho nasceu, aprendi a olhar o mundo totalmente diferente. Nessas horas que precisamos de apoio, dificilmente alguém tem capacitação e amor como essa profissional tem."...

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Por Redação CGN

Imagem compartilhada pelo pai ao elogiar o atendimento prestado ao seu filho

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Veneza, um pai enfrentava a angústia de não conseguir explicar plenamente a dor que afligia seu filho, autista nível 3. O espaço lotado, barulhento, um ambiente desafiador para qualquer criança com transtorno do espectro autista (TEA), especialmente aquelas sensíveis ao toque e ao excesso de estímulos. Em meio ao caos emocional e às tentativas frustradas de acalmar o menino, surgiu uma profissional cuja ação simples e profundamente humana transformou um momento de desespero em alívio.

O depoimento emocionado do pai nas redes sociais trouxe à tona uma realidade frequentemente esquecida: o atendimento humanizado em situações delicadas pode fazer toda a diferença. Ele descreveu, com admiração e surpresa, como uma profissional chamada carinhosamente de “Tia Val” conseguiu estabelecer conexão com seu filho através de gestos sutis e precisos, uma linguagem silenciosa que só ele parecia entender plenamente.

“O que ela fez foi surreal”, relatou o pai. “Tentou de uma forma tranquila, com gestos que só ele entende. Conseguiu pesar, tirar medições e o mais difícil, que foi tirar raio-x tranquilamente.”

Histórias como essa são marcantes, porque demonstram uma dimensão essencial do cuidado: o olhar atento e a empatia verdadeira que ultrapassam técnicas médicas ou protocolos frios. Muitas vezes, as crianças com autismo enfrentam incompreensão e preconceito. Frases como “se fosse meu filho não faria birra” ou “educaria com uma surra” revelam uma profunda ignorância sobre a complexidade emocional dessas crianças e o esforço diário que elas fazem para interagir e aprender coisas aparentemente simples.

O pai reflete com ternura e realismo sobre o apoio inesperado recebido na UPA: “Depois que meu filho nasceu, aprendi a olhar o mundo totalmente diferente. Nessas horas que precisamos de apoio, dificilmente alguém tem capacitação e amor como essa profissional tem.”

A médica Dra. Camila Miola também foi lembrada com carinho no depoimento, reforçando que profissionais assim não apenas cumprem sua obrigação, mas manifestam, acima de tudo, um profundo respeito pela vida humana. “Até então eu achava ele quase intocável”, admite o pai, agora testemunha de como um toque paciente e respeitoso pode mudar tudo.

Diante desse relato sensível e inspirador, fica evidente que o gesto de acolher, compreender e respeitar vai além de uma obrigação profissional. Trata-se de um ato humano poderoso, capaz de transformar medo em confiança e ansiedade em esperança. É um lembrete valioso sobre a importância de enxergarmos as pessoas com empatia e paciência, especialmente aquelas que veem o mundo com olhos diferentes dos nossos.

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