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Dólar tem leve alta com exterior em meio ao aumento das tensões geopolíticas

Investidores intensificaram na segunda etapa de negócios o movimento de saída de bolsas e divisas emergentes e buscaram abrigo no dólar e nos Treasuries. Termômetro do...

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Por Agência Estado

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O dólar ganhou força no mercado local ao longo da tarde e passou a operar em terreno positivo, superando pontualmente o nível de R$ 5,50 nesta terça-feira, 17, em meio ao aumento dos ganhos da moeda americana no exterior. Temores de que os Estados Unidos se envolvam diretamente na guerra entre Israel e Irã, na esteira de declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, deflagraram uma onda de aversão ao risco.

Investidores intensificaram na segunda etapa de negócios o movimento de saída de bolsas e divisas emergentes e buscaram abrigo no dólar e nos Treasuries. Termômetro do comportamento da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY renovou máxima à tarde acima dos 98,800 pontos. Já em alta firme pela manhã, os preços do petróleo acentuaram os ganhos e fecharam com valorização de quase 5%.

O presidente norte-americano afirmou, em publicação na rede social Truth Social, que os EUA têm “controle total e completo dos céus no Irã”. Trump escreveu que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, é um “alvo fácil”, mas que os EUA não vão “eliminá-lo (matar!), pelo menos não por enquanto”. A CNN informou que Trump está cada vez mais inclinado a usar recursos militares dos EUA para atacar instalações nucleares iranianas.

Após registrar máxima a R$ 5,5076, o dólar à vista encerrou a sessão desta terça-feira, em alta de 0,20%, a R$ 5,4968. Na segunda-feira, a moeda havia recuado 1,00%, para o menor nível de fechamento desde 7 de outubro. Em junho, a divisa apresenta perdas de 3,89%, o que leva a desvalorização acumulada em 2025 a 11,06%.

O economista-chefe da corretora Monte Bravo, Luciano Costa, observa que o real, que chegou a se apreciar em boa parte do pregão, terminou o dia com perdas inferiores às de outras moedas, incluindo pares como o peso mexicano. “O real ainda se beneficia da percepção dos últimos dias de que o Banco Central possa promover uma alta da taxa Selic nesta semana, o que tornaria o diferencial de juros ainda mais favorável”, afirma Costa, em referência ao encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira.

De 48 casas ouvidas por Projeções Broadcast, 27 preveem que o Copom opte por deixar a taxa básica estacionada em 14,75%. Já outras 21 instituições apostam em elevação da Selic em 0,25 ponto porcentual, para 15% ao ano. A maioria dos analistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nos últimos dias afirma que, seja qual for a decisão, o comitê não vai decretar o fim do aperto monetário.

“Além dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, há um clima de cautela com a espera das decisões de política monetária aqui e nos EUA. Uma parcela do mercado acredita em alta de 0,25 ponto da Selic, o que acaba favorecendo o ingresso de capital especulativo e favorece o real”, afirma a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli.

Nos EUA, a perspectiva é que o Federal Reserve anuncie na quarta-feira manutenção da taxa básica de juros na faixa entre 4,25% e 4,50% e reitere que a política monetária está bem posicionada para lidar com as incertezas provocadas pela política comercial e migratória da administração Trump. Por ora, as apostas majoritárias são de que o BC americano inicie um processo de corte de juros em setembro, com redução total de 50 pontos-base neste ano.

Para Costa, da Monte Bravo, o Fed tende a revisar para cima a projeção de inflação e estimar uma piora pequena do mercado de trabalho – quadro que justificaria manutenção da taxa de juros, dado o duplo mandato do BC americano, que consiste em buscar a meta de inflação com o máximo emprego.

“O Fed pode optar por esperar mais um pouco e, eventualmente, conforme os dados evoluírem, fazer algum corte mais para o fim do ano”, afirma Costa, ressaltando que a apreciação do real em 2025 está intimamente ligada à depreciação global dólar, dado movimento de rotação global de carteiras. “Se não tivermos um Fed um pouco mais duro nem mais aversão ao risco com essa questão da guerra, a tendência é o dólar se enfraquecer ainda mais. Podemos ver a taxa de câmbio perto de R$ 5,40.”

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