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Fenômeno de "suor" em casas: Simepar explica o mistério climático

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Segundo Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar, a explicação para o fenômeno se deve à recente alternância das massas de ar no estado.
Fenômeno de “suor” em casas: Simepar explica o mistério climático

Por Silmara Santos

Atualizado em

Moradores de Capanema, município do Paraná, têm se deparado com um fenômeno intrigante: suas casas parecem estar “suando”. Diante da situação, os habitantes buscaram esclarecimentos junto ao Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Segundo Leonardo Furlan, meteorologista do Simepar, a explicação para o fenômeno se deve à recente alternância das massas de ar no estado. Na semana passada, uma massa de ar frio predominava, mas houve uma rápida transição para um ar mais quente. “Quando as janelas são abertas, o ar quente entra na casa e condensa o vapor d’água nas superfícies geladas”, explicou Furlan.

Esse fenômeno pode ser observado nas recentes variações de temperatura em Capanema. No domingo, a temperatura mínima registrada foi de 11,3°C, enquanto na terça-feira a mínima já era de 21°C. A máxima, que no sábado foi de 16,8°C, na segunda-feira chegou a 28,3°C. Esse brusco aumento de temperatura fez com que o ar dentro das casas ficasse mais frio que o ar externo.

Furlan prevê que a amplitude térmica, caracterizada por manhãs frias e tardes quentes, continuará nesta quarta-feira. Para quem se deparar com o “suor” nas paredes e pisos, a recomendação é o uso de ventiladores ou aquecedores para dissipar o vapor d’água. Em áreas menores, a sugestão é passar um pano com álcool.

O Simepar, que possui uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas atmosféricas, é responsável por fornecer dados climáticos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável. Essas informações auxiliam no monitoramento e resposta a situações extremas, como chuvas intensas, deslizamentos, alagamentos, incêndios e secas.

Com informações do Simepar.

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