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UE: Kallas defende diplomacia para conter Irã, que acusa bloco de defender Israel

Kallas declarou que “o Irã não pode ter uma bomba nuclear, e a diplomacia é a solução para evitar isso”. Segundo ela, a UE “não será...

Publicado em

Por Agência Estado

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Após reunião extraordinária dos ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) sobre o Oriente Médio, a chefe de Relações Exteriores do bloco, Kaja Kallas, afirmou nesta terça-feira, 17, que a prioridade da UE é evitar a escalada entre Irã e Israel e impedir que Teerã desenvolva armas nucleares. “Todos concordamos sobre a necessidade urgente de desescalada”, disse.

Kallas declarou que “o Irã não pode ter uma bomba nuclear, e a diplomacia é a solução para evitar isso”. Segundo ela, a UE “não será conivente” com a aceleração do programa nuclear iraniano, após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) apontar violações. “A solução diplomática é a única possível, inclusive para o programa nuclear do Irã”, acrescentou.

A representante afirmou ainda que “a UE tem um papel a desempenhar” e que o bloco mantém diálogo com Teerã, inclusive em conjunto com ministros do E3, composto por França, Alemanha e Reino Unido. Segundo ela, os canais estão abertos e há uma tentativa ativa de mediar o conflito. “Ontem tivemos uma ligação com o ministro iraniano para ver o que mais podemos fazer”, afirmou.

A fala de Kallas gerou reação imediata do governo iraniano. Em publicação no X, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, pediu a Kallas que parasse de “agir como apologista do agressor”. Para ele, é “inaceitável expressar preocupação com o programa pacífico do Irã, que está sob as mais rigorosas inspeções da AIEA, e ignorar o fato de que o regime israelense possui um enorme arsenal de armas nucleares”.

Baqaei destacou que “o Irã nunca buscou armas nucleares”, ao contrário de Israel, que seria “a única barreira a um Oriente Médio livre de armas nucleares, proposta defendida pelo Irã desde 1974”. E questionou: “Como falar em ‘desescalada’ sem condenar o agressor e exigir o fim dos crimes de guerra?”.

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